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União Progressista mantém neutralidade nacional, mas se alia ao PL na Bahia e mais 10 estados

Federação formada por União Brasil e PP integra chapa de ACM Neto na disputa pelo governo baiano

Por Da Redação
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Atualizado
União Progressista mantém neutralidade nacional, mas se alia ao PL na Bahia e mais 10 estados

Foto: Divulgação

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, mas, na Bahia, está aliada ao PL na disputa pelo governo do estado.

A federação integra a chapa de ACM Neto (União Brasil), que também reúne Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Federação Renovação Solidária, Podemos e Novo.

O cenário baiano faz parte de um movimento que se repete em outros estados. Levantamento feito pelo Metrópoles com base nas atas das convenções partidárias mostra que a União Progressista está coligada com o PL em 11 estados.

Em outros quatro, a federação aparece em alianças com o PT ou com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

Na Bahia, ACM Neto é o candidato da União Brasil ao governo estadual. A aliança aprovada também conta com o PL, partido que nacionalmente tenta consolidar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

A neutralidade da União Progressista na eleição presidencial foi oficializada durante convenção nacional do União Brasil, realizada na terça-feira (4). Com a decisão, os integrantes da federação ficaram livres para definir os apoios e as alianças de acordo com os cenários políticos de cada estado.

Além da Bahia, União Progressista e PL estão juntos em alianças no Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins, segundo o levantamento.

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) é candidata ao governo pela federação e conta com o PL na composição. No Piauí, Joel Rodrigues (PP) também encabeça uma chapa que reúne os dois partidos.

Alianças com o PT

A União Progressista também construiu alianças com o campo petista. O levantamento aponta que a federação está em coligações com o PT ou com a Federação Brasil da Esperança no Amapá, Pará, Paraíba e Sergipe.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) disputa o governo em uma chapa que reúne União Progressista, Republicanos, PSB e a Federação Brasil da Esperança.

No Amapá, Clécio Luís (União Brasil) é candidato ao governo pela própria federação e também conta com partidos que integram o campo aliado ao PT.

Nos outros 12 estados, o levantamento não registra alianças da União Progressista nem com o PL nem com o PT. São eles: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

A decisão de manter a federação neutra nacionalmente foi anunciada pelo presidente do União Brasil e da União Progressista, Antonio Rueda. Segundo ele, a escolha considera o peso político do grupo e permite priorizar as articulações estaduais.

O PL chegou a tentar atrair a federação para a disputa presidencial. Uma das possibilidades discutidas foi a participação de Tereza Cristina (PP-MS) como vice na chapa, mas a composição não avançou.

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