Eduardo Bolsonaro ainda consta como escrivão da PF três semanas após expulsão

Decisão que recomenda demissão por abandono de cargo foi encaminhada ao Ministério da Justiça, mas processo ainda não avançou

Por Da Redação
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Eduardo Bolsonaro ainda consta como escrivão da PF três semanas após expulsão

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Mesmo após a Polícia Federal recomendar sua demissão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ainda aparece formalmente como escrivão da corporação. Ele ingressou no cargo por meio de concurso público em 2010.

Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a PF encaminhou a decisão ao Ministério da Justiça em 21 de julho deste ano. O processo, no entanto, ainda aguarda andamento na pasta.

A recomendação foi feita pela Corregedoria-Geral da Polícia Federal após a abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD) por abandono de cargo. O caso será analisado pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem cabe decidir sobre a medida.

Eduardo deixou o Brasil em 2025 e passou a viver nos Estados Unidos, alegando ser vítima de perseguição política. Após perder o mandato de deputado federal, em dezembro do ano passado, ele deveria ter retornado ao cargo na PF, no Rio de Janeiro, o que não aconteceu.

De acordo com a corporação, a ausência levou à abertura do processo administrativo e fundamentou a recomendação de demissão por abandono de cargo.
 

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