União Progressista deve liberar diretórios estaduais e não apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial
Desgastes com o senador e pressão de lideranças regionais pesaram na tendência de neutralidade

Foto: Deenis Wlliam/Câmara dos Deputados
A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), caminha para não declarar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026.
Sem a construção de uma aliança em nível nacional, a tendência é que os diretórios estaduais tenham autonomia para definir qual candidato apoiar em cada estado. A estratégia atende à pressão de lideranças regionais, que defendem liberdade para firmar alianças de acordo com as particularidades locais. As informações são do G1.
Nos bastidores, a decisão também foi influenciada pelo desgaste na relação entre Flávio Bolsonaro e dirigentes da federação ao longo dos últimos meses. Esse cenário reduziu as chances de um alinhamento formal entre a União Progressista e o pré-candidato do PL.
Criada neste ano, a União Progressista reúne União Brasil e Progressistas em uma federação partidária. Nesse modelo, as siglas passam a atuar de forma conjunta em âmbito nacional por, no mínimo, quatro anos, compartilhando estratégias políticas e funcionamento legislativo, embora possam enfrentar desafios para conciliar interesses regionais durante o período eleitoral.


