Lula mira eleitores e deve focar na “porta de saída” do Bolsa Família durante a campanha
Governo federal quer destacar crédito, qualificação e empreendedorismo

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Na campanha à Presidência da República em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende apresentar uma nova abordagem sobre o Bolsa Família.
A ideia é defender a continuidade do benefício para as famílias que ainda precisam do auxílio, mas também reforçar ações para ajudar os beneficiários a aumentar a renda e conquistar independência financeira.
A estratégia do governo é focar na chamada “porta de saída” do programa, com iniciativas de acesso a crédito, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo. A avaliação no governo, segundo informações da CNN Brasil, é que o Bolsa Família cumpriu uma primeira etapa ao ajudar no combate à fome e à pobreza extrema.
Agora, a proposta é mostrar uma segunda fase: criar condições para que as famílias tenham novas oportunidades de trabalho e consigam melhorar de vida.
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Mudança estratégica
Esse discurso representa uma mudança em relação à campanha de 2022, quando Lula teve como uma das principais bandeiras a defesa do Bolsa Família de R$ 600, em contraposição ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo integrantes do governo, a manutenção do benefício continua sendo necessária, mas parte dos eleitores também espera ações que permitam aos beneficiários avançar socialmente, com emprego, qualificação e aumento de renda.
Crédito e qualificação como nova etapa do programa
Para fortalecer essa estratégia, o governo criou, dentro do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), áreas voltadas à inclusão socioeconômica dos beneficiários.
Um dos exemplos é o programa Acredita no Primeiro Passo, que oferece microcrédito com juros reduzidos para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), além de apoio para pequenos negócios e cursos de qualificação profissional.


