Estudo estima que 87% dos deputados federais pretendem concorrer à reeleição
Número de recandidaturas atinge recorde nas eleições deste ano

Foto: Bruno Spada / Agência Câmara
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou um levantamento que indica que 448 dos 513 deputados federais pretendem disputar a reeleição no pleito deste ano.
O número representa 87,32% do total da composição da Câmara dos Deputados. É o maior índice de recandidaturas desde o início da série histórica da Casa, em 1990.
Os outros 65 deputados que não devem disputar a reeleição seguirão caminhos diferentes. Uma parte deve concorrer ao Senado ou a governos estaduais. Outros, devem disputar vagas de deputado estadual, vice-governador, além também daqueles que decidiram não concorrer ao pleito.
O DIAP avalia ainda que as condições podem mudar até o fim das convenções partidárias. Conforme o levantamento, o alto número de candidaturas à reeleição indica que a Câmara deve apresentar uma baixa renovação.
"A combinação entre a redução do número de postulantes ao cargo de deputado federal, em razão do limite de candidaturas por vaga, e o aumento do número de candidatos à reeleição corrobora a expectativa de baixa renovação na Casa", diz o DIAP.
O levantamento atribui o cenário às mudanças nas regras eleitorais e a vantagens de quem já tem mandatos. Entre as vantagens, estão o acesso a emendas parlamentares, prioridade na divisão de recursos do Fundo Eleitoral, estrutura de gabinetes, além também da visibilidade de deputados já eleitos.
"Uma disputa presidencial muito acirrada, combinada com novas exigências da legislação eleitoral, que limitam o número de candidaturas, e com maiores garantias de reeleição proporcionadas pelo orçamento impositivo […] explica esse número recorde de candidatos", afirma o estudo.
O DIAP estima que estes fatores aumentam as chances de reeleição dos atuais deputados. A entidade estima que o próximo Congresso deve apresentar as mesmas características da Casa atual.


