Lula diz que Brasil não aceitará interferências estrangeiras em petróleo encontrado no Amapá
Presidente repudiou pressões internacionais na exploração de petróleo

Foto: Reprodução
O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda (17) que não aceitará interferências estrangeiras no setor de petróleo, após a Petrobras descobrir a presença do combustível no litoral do Amapá.
A declaração acontece durante passagem do petista no estado, no município de Oiapoque, para visita ao navio-sonda da estatal.
O presidente subiu o tom, defendendo a soberania nacional, diante críticas externas, especialmente de países europeus, sobre a exploração de combustíveis fósseis na região.
"Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade não vai permitir que ninguém meta o dedo nele", disse.
Lula celebrou o achado, chamando o combustível de "petróleo chique". Ele afirmou ainda que foi contra orientações diplomáticas feitas s à COP30, no ano passado.
"Muita gente queria que eu não declarasse que [a Petrobras] tinha conquistado a licença porque diziam que os europeus iam ficar chateados [...]. E eu tomei a decisão de anunciar antes da COP que a gente queria fazer a prospecção aqui. Porque o que estava em jogo eram os interesses do país e da nossa empresa", afirmou.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a estatal seguirá avaliando a dimensão da reserva e os próximos passos técnicos da operação.
"Tem petróleo, tem descoberta, a gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, continuar explorando, e o futuro vai dizer o quanto o Amapá pode nos oferecer", afirma Chambriard.
A empresa avalia a exploração, principalmente para identificar o volume da reserva e se a quantidade é economicamente viável para produção. A área de engenharia está focada em finalizar a perfuração do poço, que ainda tem mil metros restantes. O custo médio é de US$ 1 milhão por dia e já chega ao investimento de US$ 300 milhões.
SAIBA MAIS:
Petrobras descobre petróleo na bacia da Foz do Amazonas


