Marina é hostilizada por homem em ato de campanha de Haddad com mulheres
Episódio aconteceu durante caminhada de mulheres para lançamento da campanha de Haddad

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA - A ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade), candidata ao Senado por São Paulo, foi alvo de hostilidade nesta segunda-feira (17) em caminhada com mulheres para o lançamento da campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O episódio ocorreu quando a manifestação estava em movimento, com caminhada da praça da República, no centro de São Paulo, para o Theatro Municipal.
A candidata passava mal e havia sido retirada por sua equipe para fora da aglomeração que liderava a marcha. Nesse momento apareceu um homem, que não foi identificado e que começou a questionar se a ex-ministra estava voltando para a cena do crime. Ele teria chegado a encostar nela. A militância então o cercou. Houve bate-boca e confusão até ele ir embora. A ex-ministra foi acolhida em uma loja. Autoridades no local disseram não ter informação sobre o caso.
No trio, já em frente ao Municipal, Marina disse que há seis meses sofreu um acidente e lesiou a coluna. Por isso, não pode fazer muito esforço, inclusive em caminhadas como aquela. Ela caracterizou o homem como "uma pessoa de forma muito agressiva [que] se colocou na [sua] frente".
Questionada sobre se teme que este seja o tom da campanha, ela afirmou esperar que seja um caso isolado, "porque o débito irá para aqueles que não desautorizam qualquer tipo de prática". O candidato ao Palácio dos Bandeirantes tratou o caso como "intimidação", enquanto a ex-ministra o classificou como "ataque verbal".
Antes do episódio, o ato transcorreu com normalidade. A concentração aconteceu por volta das 10h, na República. A representantes mulheres na política discursaram enquanto o público esperava a chegada da chapa de Haddad.
Além do ex-ministro e de Marina, estavam presentes a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) e o candidato a vice-governador Márcio França (PSB). França, que chegou ressaltou a importância do eleitorado feminino e destacou o fato de que a chapa tem duas mulheres para o Senado, o que pode servir de diferencial para as eleições.


