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Flávio Bolsonaro emitiu notas de R$ 1,5 milhão para empresas de fachada usadas por Vorcaro, diz jornal

Escritório de advocacia de Flávio emitiu no total 3 notas e cancelou duas; todas de meio milhão de reais

Por Da Redação
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Flávio Bolsonaro emitiu notas de R$ 1,5 milhão para empresas de fachada usadas por Vorcaro, diz jornal

Foto: Reprodução/ redes sociais/ Agência Senado

O escritório de advocacia do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais de R$ 500 mil cada em favor de uma suposta empresa de fachada utilizada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para movimentar cerca de R$ 58 milhões do Banco Master. As informações foram divulgadas pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles.

As duas notas foram feitas no dia 7 de abril deste ano pelo escritório que tem Flávio como único sócio. As notas também eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.

Após dois dias, em 9 de abril, o escritório faturou uma terceira nota, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa. Nesse caso, as notas emitidas não foram canceladas.

Ainda de acordo com a coluna, as duas firmas possuem ligação em comum: o contador Rogério Lourenço Novo. Rogério aparece na Receita Federal como único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Ele também aparece como único sócio da Contábil Correa.

Ricardo Lourenço já foi investigado pela Polícia Federal por suposto esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre os anos de 2013 a 2015. O esquema foi estimado em R$ 100 milhões.

A Copenhagen pertence, no papel, ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é alvo de investigação da Polícia Federal (PL) por movimentar e ocultar patrimônio de Daniel Vorcaro.

Qual a resposta de Flávio Bolsonaro?

A assessoria de imprensa do pré-candidato enviou uma nota ao Metrópoles, na qual diz que a relação com a Copenhagen Assessoria não foi para frente e que o escritório não recebeu nenhum valor da empresa de Vorcaro. "Estou sendo acusado de não receber alguma coisa", disse Flávio em nota.

O texto também destaca que Flávio "jamais" teve conhecimento de qualquer vínculo entre a Contábil Correa ou a Copenhagen e o Master. O pronunciamento ainda definiu as acusações como "capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático".

Veja a nota na íntegra:

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram canceladas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal, que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”

Ao Metrópoles, Ricardo Lourenço Novo admitiu que é dono da Copenhagen desde 2025 e também confirma ter assinado contrato com Flávio Bolsonaro para prestar serviços. Ao ser questionado para qual dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Lourenço diz que não se lembra.

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