Após chamar Vorcaro de “meu amor” e “irmão pra vida toda”, Alcolumbre diz que reportagem sobre conversas íntimas são 'sensacionalismo barato'
Por meio de nota à imprensa, o presidente do Senado afirmou que a publicação é 'mais um injusto ataque' da revista Veja

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), emitiu uma nota à imprensa na noite dessa quinta-feira (24) em que critica a publicação feita pela revista Veja. A reportagem revela, a partir de mensagens obtidas pela Polícia Federal, uma relação de amizade e intimidade entre ele o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para Alcolumbre, a matéria é um exemplo de "sensacionalismo barato" movido por "interesses ilegítimos".
“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma. Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida”, disse Alcolumbre na nota.
A matéria aponta uma série de mensagens trocadas entre o presidente do Senado e o dono do Banco Master extraídas pela PF do celular de Vorcaro. Uma das conversas que se tornaram públicas ocorreu em 1º de fevereiro de 2025, quando o senador foi eleito para a Presidência da Casa.
Vorcaro parabenizou Alcolumbre, chamando-o de amigo, desejando os "melhores anos". O senador respondeu: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!”.
Na nota, Alcolumbre afirma que o material mostra “supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma” e que ele não se "intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública”.
Veja a nota íntegra
“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma.
Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida. Se fazem isso com um chefe de Poder, é de se imaginar o que estão a fazer com outros indivíduos e instituições.
No entanto, não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional com esse expediente.
O presidente do Senado sabe de onde partiram essas falsas acusações e quais interesses estão por trás dessa ofensiva. Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública. Irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo.
Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade.
Assessoria de Imprensa
Presidência do Senado”


