Vídeo: 'Declarações completamente falsas', diz Jaques Wagner ao negar recebimento de propina do Master
Senador afirmou que nunca teve relação com o ex-banqueiro e classificou as declarações sobre supostos repasses de R$ 3 milhões como 'mentiras deslavadas

Foto: Carlos Moura/Agência Senado | Rovena Rosa/Agência Brasil
Após ser envolvido em mais um escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) usou as redes sociais, na manhã desta sexta-feira (25), para desmentir as declarações dadas pelo empresário, em uma proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo Wagner, as sociedades e contratos citadas por Vorcaro são "completamente falsas e oportunistas" e foram criadas com o objetivo de "interferir nas eleições". Ele também reforçou que "nunca" teve relação com o ex-banqueiro.
"Mais uma vez, estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master. São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez, inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro. Repito, nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro", afirmou em vídeo publicado.
O petista pontuou ainda que, no Senado Federal, atuou contra propostas que poderiam beneficiar o Master e relembrou que votou contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
"No Senado, assinei a criação da CPI do Master e propus limitar juros para proteger os consumidores. Justamente, o contrário dos interesses do banco. Eu nunca atuei a favor do banco. Eu votei contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito. A Bahia, trabalhadores e empresários me conhecem. Eu sigo trabalhando pelo nosso estado, pelo nosso país e pela nossa gente. A verdade sempre vence", disse.
Na delação rejeitada pela PF e PGR, Vorcaro acusou o grupo político de Wagner de receber R$ 3 milhões por mês em propina na Bahia. Segundo o ex-banqueiro, cerca de R$ 2 milhões mensais eram repassados através de um contrato entre o Banco Master e a PKL One, empresa envolvida na exploração do Credcesta, cartão de crédito consignado para os servidores da Bahia, e o R$ 1 milhão restante eram pagos em espécie.
De acordo com a acusação, Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por meio da PKL One. O contrato não identifica Wagner ou outros políticos como beneficiários dos valores.
"Com humildade, muito trabalho e fé em Deus, tenho segurança que Lula, Jerônimo, Rui e eu seremos eleitos e seguiremos trabalhando para que o Brasil e a Bahia continuem avançando", concluiu o petista.
Confira a declaração


