Willer Tomaz e Blaze realizavam práticas contrárias a regulamentação das apostas online
As informações estão presentes em um processo movido pelo advogado contra a Blaze.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.
O advogado e empresário Willer Tomaz, investigado na Operação Sem Desconto por esquema de desvios bilionários do INSS, realizava práticas proibidas pela regulamentação dos jogos de apostas online acordadas com um concierge da Blaze.
Segundo informações da coluna Demétrio Vecchioli do site Metrópoles, as condutas ilegais foram: a utilização de criptomoedas para depósitos e saques, mesmo a lei exigindo que esses tipos de operações sejam feitas por meio de transferência eletrônica; e a liberação do reconhecimento facial para realização de transferências, outro ponto previsto na regulamentação.
As informações são de conversas presentes em ata notarial acrescentada ao processo movido pelo advogado contra a plataforma de apostas e cassinos online.
A Blaze, inclusive, apresentou documentos na ação que mostram que o advogado movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em apostas em 2025 e R$ 13 bilhões em junho de 2026. Willer realizava apostas de até R$ 500 mil em mesas de cassino.
O bloqueio de R$ 144 milhões da plataforma para repor as perdas do advogado chegou a ser solicitado pelo advogado e sócio de Willer, Eugênio Aragão, mas foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).


