Vídeo: "Ministro do Supremo não está no Olimpo", diz Malu Gaspar sobre quebra do sigilo da fonte por Alexandre de Moraes
Gaspar comentou sobre caso de denúncia de jornalista contra Flávio Dino

Foto: Reprodução, Sophia Santos / STF
A jornalista Malu Gaspar comentou nesta quarta (12) sobre a determinação de busca e apreensão contra fonte de jornalista que publicou uma reportagem com denúncias contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
Na última terça (11), o ministro Alexandre de Moraes determinou a busca contra o ex-secretário de Estado, Raimundo Cutrim, apontado como fonte na reportagem do jornalista Luis Pablo. A reportagem denunciava o uso indevido de carros oficiais por parte de Dino.
Sobre o caso, Malu Gaspar classificou a revelação da fonte como "uma ameaça seríssima à democracia" e repudiou a conduta dos ministros do STF.
Gaspar menciona uma nota em que Dino afirma ser alvo de frequentes ameaças. A jornalista avalia que não há evidências de que esta fonte, especificamente, perseguia o ministro, considerando que as denúncias foram feitas sobre momentos em que Dino apareceu publicamente, como na praia.
"Obviamente que ninguém discute a importância de manter a integridade física de um ministro do Supremo. Não é essa a questão. O problema é que nesse caso concreto não foi apontado nenhuma evidência de que o jornalista em si estava seguindo o ministro. O ministro e seus familiares estavam na praia com carro. Você não tá sendo perseguido enquanto você tá publicamente num carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão", comenta.
A jornalista diz ainda que os ministros se sentem "acima do bem e do mal" e que ao determinar a quebra de sigilo da fonte, violam a Constituição.
"Isso é uma ameaça seríssima à democracia. São ministros que tiveram um papel importante, que têm sido muito celebrados por salvar a democracia. Mas o que a gente tá vendo aqui é que eles se sentem tão poderosos, tão acima do bem e do mal, que eles acham que agora para favorecer eles mesmos, eles têm que violar a Constituição. É uma completa inversão das coisas", avalia.
Gaspar também chamou atenção sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República neste caso, em comparação a outros. A jornalista faz um comparativo entre a negativa do órgão de determinar apreensões em outros momentos, como a suspeita da ligação de Jaques Wagner com o caso Master, com a justificativa de que seria "invasivo", e a rápida autorização de busca contra o jornalista.
Assista:


