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Vídeo: Flávio Bolsonaro diz que busca na casa do pai foi tentativa de criar “cortina de fumaça”

Senador afirmou que a defesa já havia informado ao STF o paradeiro de todas as armas registradas em nome do ex-presidente

Por Stephanie Ferreira
Às

Atualizado
Vídeo: Flávio Bolsonaro diz que busca na casa do pai foi tentativa de criar “cortina de fumaça”

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), criticou, nesta quarta-feira (8), a nova operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes teve o objetivo de criar uma "cortina de fumaça" para desviar a atenção de sua atuação política.

Segundo Flávio, a defesa de Bolsonaro já havia informado ao Supremo Tribunal Federal (STF), desde a última sexta-feira, onde estavam todas as armas registradas em nome do ex-presidente, com documentação comprobatória.

"O presidente Bolsonaro acabou de tomar mais uma busca e apreensão agora pela manhã, o que, na minha percepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça nesse momento que eu tô aqui né [nos EUA], trabalhando pelo Brasil para tentar dividir o noticiário com coisas negativas", disse na gravação. 

De acordo com o senador, os agentes realizaram uma busca detalhada na residência e precisaram retirar Laura, a filha mais nova de Bolsonaro do quarto durante o cumprimento do mandado. Apesar das críticas à decisão judicial, Flávio ressaltou que não faz críticas à atuação da Polícia Federal.

"Então foi muito ruim, muito constrangedor, mais uma vez uma situação em que a família toda sofre, é uma perseguição implacável com o presidente Bolsonaro, e por óbvio não tinha absolutamente nada de errado".

A operação foi realizada por determinação de Alexandre de Moraes para localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro que eventualmente permanecessem na residência do ex-presidente. A decisão foi tomada após o ministro apontar inconsistências entre as informações apresentadas pela defesa e os registros oficiais sobre o paradeiro do arsenal registrado em nome de Bolsonaro.

Segundo a defesa, nenhum armamento foi encontrado durante as buscas. O advogado João Henrique de Freitas afirmou que todas as armas já haviam sido entregues às autoridades competentes ou estavam sob custódia de órgãos oficiais, informação que, segundo ele, havia sido comunicada previamente ao STF.

Assista: 

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