Vídeo: eleitora de Flávio Bolsonaro viraliza em vídeo pedindo que filhas de petistas sejam estupradas
A publicação foi feita após o resultado das eleições presidenciais, e segue uma leva de publicações antidemocráticas, partindo dos eleitores do candidato derrotado.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma jovem eleitora de Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais desejando que filhas de eleitores do presidente Lula (PT) sejam estupradas. A publicação foi feita após o resultado das eleições presidenciais, e segue uma leva de publicações antidemocráticas, partindo dos eleitores do candidato derrotado.
Com um linguajar chulo e erros de português na escrita e na fala, a jovem, que não foi identificada, escreveu ainda mensagens mandando os eleitores de Lula "toma (sic) no c*", e que "a casa de vocês sejam roubadas, e tudo de pior aconteça com você 😍😍😍😍😍".
"Que votou no Lula que tenha filhas, sejam todas, sem exceção, isso é o que vocês pensou, estru (sic) mesmo. Isto mesmo, quero nem saber. Que enfie o p** lá atrás e saia na frente. É isso, sem mais”, disse a jovem no vídeo.
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Na publicação, a jovem aparece com o fardamento de um supermercado do município de Marília, no interior de São Paulo. Por meio de nota, o supermercado afirmou que as declarações são de responsabilidade exclusiva da colaboradora e não representam os valores, princípios ou posicionamentos da empresa.
O estabelecimento ainda repudiou a violência sexual, às ameaças e aos abusos contra crianças e adolescentes, independentemente de posicionamentos políticos ou ideológicos.
O supermercado ainda detalhou que os fatos são tratados com seriedade e que serão adotadas medidas internas e disciplinares cabíveis, observada a legislação vigente. A nota não detalha quais providências serão tomadas nem informa se alguma medida já foi aplicada.
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O caso chegou até a universidade de Marília, onde a jovem supostamente teria cursado Direito. Em comunicado publicado nas redes sociais, a instituição informou ter recebido inúmeros questionamentos e manifestações a respeito do vídeo.
Embora a jovem não possua vínculo estudantil ativo com a universidade, o campus repudiou as declarações, classificadas como incompatíveis com seus princípios de respeito, responsabilidade e convivência democrática.
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Terapeuta reage à fala
Um terapeuta identificado como Marcio Valentim viralizou nas redes sociais após publicar o vídeo da jovem, repudiando a publicação. Valentim argumentou que a violência sexual jamais devem ser utilizada como argumento político. O terapeuta ressaltou a gravidade da situação ao considerar que o discurso de ódio foi feito por uma mulher e direcionado a outras mulheres.
"Estupro é uma das violências mais cruéis que uma pessoa pode sofrer. O mais assustador é ver uma mulher usando violência contra outra mulher por conta de um voto. Em que momento que a política fez a pessoas perderem completamente a humanidade?", questionou Marcio.
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Confira o vídeo:


