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Senado vota projeto que aumenta penas para violência sexual digital contra crianças

Pauta também inclui transferência automática de pensão alimentícia

Por Stephanie Ferreira
Às

Senado vota projeto que aumenta penas para violência sexual digital contra crianças

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O projeto que aumenta as penas para crimes de violência sexual digital contra crianças e adolescentes deve ser votado pelo Senado nesta terça-feira (7), a partir das 14h. A proposta também alcança casos em que a inteligência artificial é usada para produzir, armazenar ou compartilhar esse tipo de material.

Pelo texto, a pena para quem adquire, possui ou armazena conteúdo de violência sexual contra menores passa de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos de reclusão, além de multa. O projeto também autoriza a chamada ronda virtual, permitindo que órgãos de investigação coletem arquivos em ambientes digitais públicos, sem autorização judicial prévia, quando houver relação com crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

A relatora na Comissão de Direitos Humanos, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), defende a aprovação da proposta como veio da Câmara dos Deputados. O texto original é do deputado Osmar Terra (PL-RS).

Os senadores também devem analisar o projeto que permite ao juiz determinar a transferência bancária automática da pensão alimentícia, todos os meses, para a conta do beneficiário ou do representante legal. A proposta foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e tem relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) na Comissão de Constituição e Justiça.

A pauta ainda prevê nova sessão de discussão da PEC que concede aposentadoria especial a agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O texto estabelece idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com 25 anos de contribuição e de atividade profissional.

A PEC também trata da contratação desses profissionais, prevê financiamento pela União e estende as regras a agentes indígenas de saúde e de saneamento. Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o impacto estimado é de R$ 3 bilhões por ano no Orçamento.

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