Secretaria de Turismo da Bahia arquiva investigação de denúncias por assédio moral contra chefe de gabinete
Saeb afirma que apuração na Corregedoria Geral do Estado (CGR) ainda está em andamento.

Foto: aquivo pessoal
A sindicância que investigava a chefe de gabinete da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), Giulliana Brito do Espírito Santo Mercuri, por assédio moral, perseguição, abuso de autoridade e humilhações foi arquivada pela pasta. Segundo a Setur, a comissão responsável pela apuração não conseguiu comprovar as acusações.
A assessoria da pasta informou, em nota, que as partes envolvidas e testemunhas foram ouvidas pela Comissão de Sindicância. Contudo, teriam sido encontradas versões conflitantes e não havia provas concretas de assédio moral no episódio denunciado.
Ainda segundo a Setur, teriam sido encontradas provas materiais que se contrapõem à denúncia. Com isso, a sindicância foi arquivada e os interessados foram notificados da decisão.
Apesar do arquivamento, a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) informou que o caso ainda está em apuração na Corregedoria Geral do Estado (CGR).
Denúncias
As denúncias descrevem um cotidiano marcado por "críticas desproporcionais" à equipe e exposições públicas vexatórias.
Em um dos episódios mais graves, a superior teria dito a uma servidora que seria "melhor vender banana na feira" do que continuar exercendo suas funções na secretaria.
Além disso, a mesma denunciante afirma que Giulliana costuma desqualificar o trabalho de toda a equipe, alegando que "nesta secretaria só há incompetentes" e que todos os resultados positivos da pasta seriam fruto exclusivo de sua atuação pessoal.
Em outro caso, ela relata que é frequentemente chamada à chefia de gabinete para ser alvo de ofensas, sendo acusada de estar "no mundo da lua" e de não fazer o que, segundo a superior, precisa ser feito.
A denúncia cita ainda supostas irregularidades administrativas, como o desvio de função de colaboradoras para controlar o acesso à sala do secretário Maurício Bacelar e a privação do horário de almoço em razão de demandas classificadas como "urgentes", sem justificativa clara.



