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Radiação UV atinge níveis extremos na Bahia nos próximos dias; especialistas alertam sobre os riscos que isso pode acarretar para a saúde da pele!

Aos detalhes...

Por Michel Telles
Às

Radiação UV atinge níveis extremos na Bahia nos próximos dias; especialistas alertam sobre os riscos que isso pode acarretar para a saúde da pele!

Foto: Divulgação

Com índices que chegaram à faixa considerada extrema em municípios baianos, especialistas do Grupo de Oncologia Cutânea reforçam que proteção deve ir além do protetor solar e alertam para os efeitos cumulativos da exposição aos raios ultravioleta

Os altos índices de radiação ultravioleta registrados na Bahia acendem um alerta que vai além do desconforto provocado pelo sol forte. Em diferentes municípios do estado, o Índice Ultravioleta (IUV) chegou recentemente a 11, nível classificado como extremo, enquanto Salvador registrou índice 10, considerado muito alto.

O cenário chama atenção para um risco que muitas vezes passa despercebido na rotina: os danos provocados pela exposição à radiação UV são cumulativos e estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do câncer de pele.
“A radiação ultravioleta provoca alterações nas células da pele que vão se acumulando ao longo da vida. Por isso, não devemos pensar em proteção apenas quando vamos à praia ou durante o verão. Em uma região de alta incidência solar como a nossa, a fotoproteção precisa fazer parte da rotina”, explica a dermatologista Gal Leto, do Grupo de Oncologia Cutânea.

A exposição solar excessiva é considerada o principal fator de risco para o câncer de pele. Embora pessoas de pele clara apresentem maior risco, a recomendação de proteção vale para todos. Crianças, trabalhadores que exercem atividades ao ar livre e pessoas com histórico pessoal ou familiar da doença merecem atenção especial.

Protetor solar é importante, mas não é a única proteção

Diante de índices muito altos ou extremos de radiação UV, os especialistas destacam que o cuidado não deve se limitar à aplicação do filtro solar. Sempre que possível, a orientação é reduzir a exposição direta ao sol, especialmente entre 10h e 16h, e combinar diferentes formas de proteção.

Entre as principais recomendações estão:

• evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior intensidade da radiação;
• procurar locais com sombra durante atividades ao ar livre;
• utilizar chapéus de abas largas, roupas que cubram a pele e óculos com proteção UV;
• aplicar protetor solar nas áreas expostas antes de sair de casa e reaplicá-lo ao longo do dia, especialmente após transpiração intensa, banho de mar ou piscina;
• não esquecer áreas frequentemente negligenciadas, como orelhas, pescoço, colo, mãos e lábios;
• redobrar os cuidados com crianças e pessoas que permanecem longos períodos ao ar livre.

“Um erro comum é imaginar que passar protetor solar significa que podemos permanecer indefinidamente expostos. O filtro é uma das barreiras de proteção, mas não deve ser usado para prolongar o tempo ao sol. Em dias de radiação muito elevada, medidas físicas de proteção ganham ainda mais importância”, ressalta dra. Gal.

Outro ponto importante é que a sensação térmica não indica a intensidade da radiação ultravioleta. Mesmo em dias mais amenos ou com presença de nuvens, pode haver exposição relevante aos raios UV. Além disso, a radiação pode atingir a pele de forma direta, dispersa no ambiente ou refletida por superfícies.

A pele guarda a história da exposição ao sol

O efeito da radiação ultravioleta não se resume às queimaduras solares. A exposição repetida ao longo dos anos pode provocar envelhecimento precoce, alterações celulares e aumentar o risco de diferentes tipos de câncer de pele.

Por isso, além da prevenção, observar regularmente a própria pele é fundamental. Pintas que mudam de tamanho, formato ou cor, feridas que não cicatrizam e lesões que coçam, descamam ou sangram devem ser avaliadas por um especialista.

“O câncer de pele, quando identificado precocemente, apresenta grandes possibilidades de tratamento bem-sucedido. A mensagem mais importante é que não precisamos esperar surgir uma lesão para começar a nos cuidar. A prevenção começa muito antes, na relação que estabelecemos diariamente com a exposição solar”, conclui a especialista .

Para os médicos do Grupo de Oncologia Cutânea, episódios de radiação UV muito alta ou extrema como os registrados na Bahia funcionam como um lembrete importante: em um estado onde a exposição solar faz parte da rotina durante praticamente todo o ano, proteção não deve ser encarada apenas como um cuidado de verão, mas como um hábito permanente de saúde.

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