Presidente da Comissão de Relações Exteriores culpa governo Lula por tarifaço e critica condução diplomática
Deputado afirma que política externa ideológica agravou impasse

Foto: Câmara dos Deputados
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo agravamento do impasse comercial com os Estados Unidos e criticou a condução das negociações para tentar reduzir os efeitos das tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo o parlamentar, as medidas anunciadas pelo governo norte-americano já seriam prejudiciais ao Brasil, mas a atuação do Palácio do Planalto teria tornado a situação ainda mais desfavorável.
“O tarifaço americano é ruim, mas a competência do governo Lula conseguiu tornar tudo ainda pior. Os Estados Unidos encerraram as negociações, reclamaram da falta de empenho brasileiro e as tarifas podem atingir mais de 20% das nossas exportações para o mercado americano”, afirmou.
Luiz Philippe também declarou que o governo poderá apresentar uma eventual retirada de produtos da lista tarifada como um resultado positivo das tratativas.
“Agora o governo vai tentar vender uma possível exceção como uma vitória diplomática”, disse.
Na avaliação do deputado, Lula transformou a política externa brasileira em um instrumento de disputas ideológicas e deixou os impactos econômicos para produtores, empresas e trabalhadores.
“Depois de transformar a política externa em palanque ideológico, Lula deixou a conta para os produtores, empresas e trabalhadores brasileiros”, declarou.
O parlamentar ainda afirmou que o governo não atua para proteger diretamente o empresariado, o agronegócio ou os exportadores. Para ele, o interesse do Executivo seria preservar o desempenho da balança comercial e a entrada de dólares no país.
“Ele não defende o empresariado, não defende o agro, não defende os exportadores. Ele defende a balança comercial do Brasil, porque essa balança comercial traz dólares”, afirmou.
Luiz Philippe acrescentou que a entrada da moeda norte-americana ampliaria a capacidade de endividamento do país e seria, segundo ele, a principal motivação do governo para reagir às tarifas.
O deputado voltou afirmou ainda que a política externa deve priorizar os interesses econômicos e comerciais do país. “Diplomacia não é lacração, é defender os interesses do Brasil, algo que esse governo claramente não sabe fazer”, concluiu.


