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Comissão do Senado alerta para impactos da tarifa dos EUA, mas vê cenário menos prejudicial

CRE avalia que ampliação da lista de exceções reduziu impactos iniciais

Por Stephanie Ferreira
Às

Atualizado
Comissão do Senado alerta para impactos da tarifa dos EUA, mas vê cenário menos prejudicial

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A manutenção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos preocupa a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), o colegiado alertou para possíveis efeitos da medida sobre empresas, empregos e cadeias produtivas do país.

Entre os segmentos que continuam alcançados pela cobrança estão os de máquinas agrícolas, vestuário, calçados, papel, aço, equipamentos utilizados na mineração e outros produtos manufaturados.

Apesar da preocupação, a comissão considera que o resultado foi menos prejudicial do que o previsto no início das discussões. Isso porque o governo americano ampliou o número de mercadorias excluídas da tarifa.

Ferro-gusa, alguns tipos de couro e produtos de madeira, mel orgânico e café instantâneo estão entre os itens que passaram a integrar a lista de exceções.

Para a CRE, presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a retirada de novos produtos da cobrança mostra que a articulação diplomática e a atuação dos setores econômicos tiveram efeito durante as negociações.

O colegiado também destacou que a decisão anunciada pelos Estados Unidos não impede a continuidade das conversas. Como as medidas ainda poderão ser revistas, os senadores defendem que o diálogo permaneça como principal caminho para ampliar as exceções e reduzir os prejuízos ao Brasil.

A comissão afirmou que tem mantido contato com parlamentares dos Estados Unidos, autoridades americanas e representantes de empresas brasileiras desde o início do impasse comercial.

O Senado também citou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, como um dos mecanismos disponíveis para uma eventual resposta do Brasil. O instrumento permite a adoção de medidas contra países que imponham barreiras comerciais aos produtos brasileiros.

Segundo a CRE, no entanto, qualquer reação deverá ser avaliada com cautela, considerando os efeitos sobre a economia nacional e o risco de dificultar novas rodadas de negociação.

A comissão informou que seguirá trabalhando para proteger os setores atingidos, aumentar o número de produtos fora da tarifa e evitar o agravamento da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.

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