Ex-ministro de Bolsonaro, Paulo Guedes é investigado pela PF por suspeita de crimes financeiros
Investigação que envolve ex-ministro tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná

Foto: Divulgação/Paulo Guedes
A Polícia Federal (PF) investiga o ex-ministro da Economia do governo Bolsonaro Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Os dois são alvos de um inquérito aberto em fevereiro deste ano, que tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná, conforme informações do portal Metrópoles.
A investigação ocorre em meio a denúncias de investidores que afirmam ter dificuldades para recuperar valores aplicados em produtos ligados a criptomoedas oferecidos pela OnilX, empresa que prometia rendimentos de até 2,8% ao mês.
Segundo a reportagem, Guedes atuou como consultor da companhia, participou de reuniões estratégicas e de encontros com potenciais investidores, além de ter a imagem utilizada em materiais de divulgação.
Em uma publicação da própria OnilX, o ex-ministro aparece ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa em uma reunião descrita como de “alta relevância estratégica”. Na ocasião, Paulo Guedes foi apresentado como alguém que oferecia “suporte e visão” ao negócio.
A relação com o ex-ministro também aparece em processos judiciais movidos por investidores. Um casal que cobra R$ 876,5 mil da empresa afirmou à Justiça que decidiu manter e ampliar os investimentos depois de participar de uma reunião com Guedes na sede da OnilX, em abril.
Quatro meses depois, segundo o casal, houve uma tentativa de resgatar os valores, sem sucesso.
Em outro processo, uma assessora da empresa citou Guedes ao tentar convencer um potencial cliente a investir.
De acordo com uma mensagem anexada aos autos, ela afirmou que o ex-ministro “tá dentro da empresa” e que seria possível agendar uma reunião com ele para discutir estratégias caso o interessado tivesse entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões para aplicar.
Detalhes do inquérito
O inquérito policial foi autuado em 10 de fevereiro deste ano, na 9ª Vara Federal de Curitiba. Classificado como criminal, o processo tem como assunto principal “crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”, previstos na Lei nº 7.492/1986.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal no Paraná, com participação do Ministério Público Federal.


