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João Roma comenta operação contra Jaques Wagner e possível ligação com o Master: "Muito grave"

Para o presidente estadual do PL na Bahia, "a lei não pode ter lado político"

Por Da Redação
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João Roma comenta operação contra Jaques Wagner e possível ligação com o Master: "Muito grave"

Foto: Reprodução/Instagram/@joaoromaneto | Carlos Moura/Agência Senado

O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal, João Roma, comentou, nesta sexta-feira (19), os mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA). Em publicação nas redes sociais, o político disse considerar o caso "muito grave" e pontuou que "a lei não pode ter lado político".

"Sobre o caso Jaques Wagner, a minha posição é clara: eu considero muito grave, com indícios fortes, necessitando de apuração com o rigor da Lei. Como sempre defendi, toda investigação deve ocorrer com independência, sem interferência política e com direito ao contraditório", escreveu o pré-candidato.

"Quem cometeu irregularidade precisa responder perante as autoridades constituídas, e, em caso de homem público, precisa esclarecer à sociedade. Durante anos, vimos setores da esquerda defender investigações quando atingiam adversários políticos. Espero que adotem a mesma prática", complementou.

João Roma disse ter ficado espantado com a forma "debochada" como Wagner lidou com as investigações do caso do Banco Master, em especial com as ligações de políticos adversários.

"Tudo isso deixa escancarada a diferença do nosso jeito de pensar para o jeito do PT de governar e encarar os temas, principalmente os mais sérios. Enquanto a gente preza pela verdade, eles se afundam em mentiras e deboches com a população", declarou.

Operação Compliance Zero

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (18), teve como alvos o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação apura a possível participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições financeiras.

A operação mira suspeitas de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligadas ao Banco Master. Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, também são cumpridas cautelares contra investigados, como proibição de contato, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico.

Durante as diligências, a PF apreendeu US$ 49 mil (cerca de R$ 251 mil) em espécie em um endereço em Brasília ligado ao senador. Em entrevista à BandNews TV, Wagner explicou que os valores são resultado de recursos acumulados ao longo de viagens internacionais realizadas nos últimos anos e negou qualquer relação do dinheiro com o Banco Master.

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