Homens que cometeram estupro coletivo contra adolescente são condenados a 15 anos de prisão
A decisão foi proferida pela Justiça do Rio de Janeiro; magistrado afirmou que depoimento da vítima foi "coerente"

Foto: Divulgação/ Disque Denúncia
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a 15 anos de prisão, em regime fechado, os quatro homens que cometeram estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, no bairro de Copacabana.
Os condenados foram:
● Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos;
● João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos;
● Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos;
● Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos,
Outro rapaz envolvido no crime, por ser menor de idade, recebeu medidas socioeducativas. Em abril, a Justiça determinou sua internação por seis meses em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas.
A condenação é da 1ª Vara Especializada de Crimes Contra Criança e Adolescente da Capital do Rio de Janeiro, que foi proferida pelo juiz João Zacharias de Sá.
Além da reclusão, a Vara determinou o pagamento de indenização por danos morais causados à vítima no valor de R$ 64 mil, equivalente a 40 salários mínimos.
Para Zachaias, os relatos da vítima eram coerentes e estavam amparados por outras provas, incluindo exames de lesões físicas.
Vale lembrar que, nos crimes sexuais, a palavra da vítima adquire extrema relevância, sobretudo quando firme, coerente e amparada pelos demais elementos de prova, como ocorre no caso, porquanto tais crimes em geral são perpetrados às ocultas, na clandestinidade, sem testemunhas e sem deixar vestígios, aproveitando-se o algoz da vulnerabilidade da vítima", aponta.
Os condenados, durante o curso do processo, negaram o crime. Eles alegavam que as relações sexuais foram consensuais.
Relembre o caso
O estupro coletivo da adolescente de 17 anos aconteceu em 31 de janeiro de 2026. Contudo, o caso só ganhou repercussão midiática no mês de março.
Na época, a jovem foi até um apartamento em Copacabana a convite do adolescente, com quem tinha uma relação anterior, e concordou em manter relações sexuais com ele. Contudo, a vítima disse que os outros quatro homens entraram no quarto e começaram a violentá-la.
Ela relatou que sofreu também violência física, como chutes, tapas e puxão de cabelo, além de ter sido impedida de deixar o local.
As lesões foram confirmadas por exames feitos no Instituto Médico Legal (IML).


