Governador de Santa Catarina aciona PGR contra Lula e o acusa de xenofobia

Jorginho Mello afirma que fala do presidente durante visita ao estado atingiu a honra dos catarinenses

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Governador de Santa Catarina aciona PGR contra Lula e o acusa de xenofobia

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), informou que pretende acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Lula (PT), acusando-o de xenofobia durante uma visita a Itajaí, no litoral norte catarinense.

A declaração de Lula ocorreu na última sexta-feira (26), durante um evento no estado. Na ocasião, o presidente criticou uma iniciativa estadual que buscava acabar com cotas raciais em universidades de Santa Catarina. A medida havia sido considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o discurso, Lula afirmou que não se poderia permitir a existência de racismo no estado e defendeu igualdade no tratamento entre brasileiros.

"Não tem um cara que é branco e é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. A gente não pode. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância", declarou o presidente.

Jorginho Mello afirmou que a fala foi interpretada como uma acusação de que moradores de Santa Catarina seriam racistas ou teriam sentimento de superioridade em relação a pessoas de outras regiões do país.

"Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso", afirmou o governador.

Segundo Mello, a representação deve ser protocolada na PGR na próxima segunda-feira (29). Até o momento, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República não se manifestou sobre o caso.

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