Flávio Bolsonaro afirmou em março que nunca havia tido contato com Vorcaro
Senador e pré-candidato à presidência e admitiu nesta quarta (13) que conheceu banqueiro em dezembro de 2024

Foto: Divulgação, Jefferson Rudy / Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), admitiu nesta quarta-feira (13) ter firmado um contrato com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme biográfico de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorre após o Intercept Brasil divulgar mensagens, áudios, documentos e comprovantes bancários relacionados ao caso. No entanto, em março deste ano, após seu contato ter sido encontrado no celular do banqueiro, Flávio havia dito que nunca tinha tido contato com ele.
Na ocasião, em 16 de março, o candidato disse também que seu número do telefone "não é propriamente um segredo", sugerindo que outra pessoa teria passado contato para Vorcaro ou que o banqueiro teria encontrado o número por meios próprios, conforme divulgado pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
No vídeo em que revela ter solicitado recursos ao banqueiro para patrocínio do filme 'Dark Horse', o filho do ex-presidente disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, ou seja, há mais de um ano. Segundo ele havia um contrato de financiamento para a produção da obra mas Vorcaro não teria cumprido com as parcelas consensuadas, o que o levou a realizar cobranças.
Horas antes de publicar o vídeo, ao ser questionado por jornalistas sobre as mensagens divulgadas numa coletiva de imprensa, o senador respondeu: "É mentira, de onde você tirou isso?", e se retirou.
Os áudios e mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil mostram Flávio cobrando o banqueiro. Em uma das mensagens, ele chama o dono do Master de irmão e diz "estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente", um dia antes da prisão de Vorcaro, que aconteceu no dia 17 de novembro.
Os diálogos divulgados pelo portal aconteceram cinco dias depois da liquidação do Master pelo Banco Central. O valor acordado entre os dois seria de US$ 24 milhões, equivalentes à R$ 134 milhões, conforme cotação da época. Segundo o publicitário Thiago Miranda, que alegou ter intermediado os repasses financeiros, Vorcaro teria enviado somente R$ 62 milhões, e que suspendeu as transferências após início da crise no Master.
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