Dia Internacional das Mulheres na Engenharia destaca trajetória de liderança feminina na Cetrel!

Gerente operacional da Cetrel, Pollyanna Lopes compartilha desafios, conquistas e reflexões sobre a presença das mulheres em um setor historicamente masculino

Por Michel Telles
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Dia Internacional das Mulheres na Engenharia destaca trajetória de liderança feminina na Cetrel!

Foto: Pollyanna Lopes, gerente operacional de Economia Circular da Cetrel

A presença feminina na engenharia vem crescendo e transformando um setor que, por décadas, foi predominantemente masculino. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) mostram que, dos cerca de 1,2 milhão de profissionais registrados nas áreas de Engenharia no Brasil, 242 mil são mulheres, o equivalente a 20,2% do total. Embora a participação feminina ainda seja minoritária, os avanços são evidentes: em 2025, elas responderam por 26% dos novos registros profissionais. Neste contexto, o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho, reforça a importância de reconhecer trajetórias que ajudam a ampliar a representatividade feminina e inspiram novas gerações a ingressarem na profissão. 

Na Cetrel, uma das profissionais que representa esse movimento é Pollyanna Lopes, gerente operacional de Economia Circular. Formada em Engenharia Ambiental, ela atua na gestão de operações voltadas à valorização de resíduos industriais e ao desenvolvimento de soluções que permitem o retorno de materiais à cadeia produtiva. À frente de equipes multidisciplinares, seu trabalho envolve conciliar segurança operacional, eficiência dos processos, conformidade legal e sustentabilidade dos resultados.

Segundo Pollyanna, a engenharia surgiu como uma forma de transformar desafios em soluções concretas. “Sempre fui movida pela curiosidade de entender como as coisas funcionam e, principalmente, como poderiam funcionar melhor. Ao longo da minha formação, percebi que era possível unir desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e impacto positivo para a sociedade. Isso fez muito sentido para os meus valores e continua me motivando todos os dias.”

Ao longo da trajetória profissional, a engenheira também enfrentou desafios relacionados à presença feminina em um setor historicamente ocupado por homens. Para ela, a construção de uma carreira sólida passa pela combinação entre conhecimento técnico, resultados consistentes e confiança. “Em alguns momentos, percebi que precisava demonstrar minha capacidade mais vezes para conquistar o mesmo nível de credibilidade. Aprendi que a melhor resposta é a consistência. Resultados sustentados ao longo do tempo, posicionamento claro e coerência entre discurso e prática acabam falando mais alto do que qualquer preconceito.”

Segundo a profissional, embora os avanços na participação feminina na engenharia sejam evidentes, ainda há espaço para ampliar a representatividade em cargos estratégicos e incentivar meninas a se interessarem por áreas ligadas à ciência, tecnologia e engenharia desde cedo. “A engenharia existe para resolver problemas complexos. E problemas complexos exigem diferentes formas de pensar. Quando reunimos pessoas com experiências e perspectivas diversas, ampliamos nossa capacidade de inovar e construir soluções mais completas. Quando ampliamos as oportunidades para mais pessoas, ampliamos também a capacidade da engenharia de transformar o mundo”, finaliza a profissional.

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