Deputado pede à PF apuração sobre imóvel usado como QG político de Flávio Bolsonaro
O deputado Lindbergh Farias apresentou notícia de fato à PF para investigar mansão de R$ 14,5 milhões

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O deputado federal Lindbergh Farias apresentou uma notícia de fato à Polícia Federal pedindo investigação sobre a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, utilizada como espaço de articulação política do senador Flávio Bolsonaro. As informações são da coluna Andreza Matais, do portal Metrópoles.
Segundo o documento encaminhado à PF, o imóvel foi adquirido por José Vicente Santini, apontado como coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A propriedade, avaliada em R$ 14,5 milhões, teria sido comprada mediante entrada de R$ 4 milhões e financiamento de R$ 10,5 milhões junto ao Banco de Brasília (BRB).
No pedido, Lindbergh solicita que sejam apuradas a origem dos recursos utilizados na operação, a capacidade financeira dos compradores, as condições do financiamento e o uso político do imóvel, que passou a sediar reuniões e articulações ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro.
A representação afirma ainda que as parcelas iniciais do financiamento seriam de cerca de R$ 128 mil mensais, o que exigiria renda aproximada de R$ 429 mil por mês. O parlamentar pede que os investigadores confrontem esses valores com a renda declarada e os contratos efetivos de Santini.
O deputado também solicita que a PF verifique possíveis ligações entre a operação financeira, o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. O BRB é citado no documento por estar relacionado às investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro.
Na notícia de fato enviada à PF, Lindbergh questiona a origem dos recursos usados na compra da mansão e cobra esclarecimentos sobre eventual participação de terceiros na operação financeira envolvendo o imóvel utilizado como quartel-general político de Flávio Bolsonaro.


