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Beto Louco e Primo apontam ligação de presidente do União Brasil com 'máfia dos combustíveis, diz revista

Empresários foragidos teriam trocado mensagens de WhatsApp com Antonio Rueda sobre partilha de R$ 5 milhões

Por Da Redação
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Beto Louco e Primo apontam ligação de presidente do União Brasil com 'máfia dos combustíveis, diz revista

Foto: Reprodução/ Reprodução/União Brasil

O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, trocou mensagens de WhatsApp com os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Ali Mourad, o Primo, entre outubro de 2023 e maio de 2024, período em que assumia o comando do partido. Nesta época, a dupla era investigada em operações sobre a máfia dos combustíveis envolvendo as empresas  Copape e a distribuidora Aster Petróleo. Rueda tratou com os dois, que atualmente se encontram foragidos, sobre pagamentos e de partilha de dinheiro. A informação é de uma reportagem da revista Piauí.

Segundo a publicação, entre outubro e dezembro de 2023, as mensagens indiciariam movimentação de R$ 5 milhões. As conversas entre os três foram apresentados à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal pela defesa dos empresários, que tentam negociar acordos de delação premiada para reverter ordens de prisão. Beto Louco e o Primo são alvos de três operações: Carbono Oculto, Tank e Quasar.

A Piauí apurou que os documentos enviados por Mohamad a Rueda eram relativos à importação de combustíveis usando benefícios concedidos pelo governo do Amapá. Esse mecanismo permitiu a importação de centenas de milhões de litros de combustível com o adiamento de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] por 60 dias. 

O processo acontecia da seguinte forma: as cargas eram desembaraçadas com autorização do Estado, mas seguiam para outras federações, principalmente São Paulo, sem que o imposto fosse recolhido. De acordo com fontes ouvidas pela revista, o pagamento da propina, que era chamada pelos envolvidos de "muçarela", variava de R$ 0,5 a R$ 0,10 por litro. 

O modelo teria beneficiado empresas como a Copape, ligada a Beto Louco e Mohamad, e a antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit, do empresário Ricardo Magro, a quem a reportagem aponta como o maior sonegador de impostos do Brasil. Somente as operações da Ice Química e da Amapetro, empresas vinculadas aos investigados, totalizaram cerca de R$ 1 bilhão de litros importados. Conforme os cálculos da Piauí, esse valor poderia ter rendido R$ 50 milhões em "muçarela". 

Por meio de nota à revista Piauí, a defesa de Antônio Rueda negou envolvimento com os empresários e afirmou que “desconhece as mensagens citadas e jamais tratou de planilhas, valores ou pagamentos com quaisquer dos envolvidos”.

Os advogados informaram ainda que “Rueda nunca recebeu valores vinculados a operações de importação de combustíveis e jamais participou de qualquer articulação administrativa ou política relacionada à concessão, renovação ou prorrogação de benefícios fiscais às empresas citadas”.

Ainda conforme a publicação, a possibilidade um acordo com os investigados foragidos foi descartada pela PGR e pela PF. 

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