Arma apreendida em blitz estava inoperante, diz defesa de Bolsonaro
Segundo os advogados, a pistola estava em condição legal

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Reprodução/Redes sociais
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao ministro Alexandre de Moraes que a pistola apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), durante uma blitz em Taguatinga, estava inoperante no momento da abordagem. Segundo os advogados, o armamento teve o percussor removido pela equipe de segurança do ex-presidente, o que impossibilitaria qualquer disparo.
De acordo com a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a arma, uma pistola Glock de fabricação austríaca, não poderia ser utilizada após a retirada da peça responsável pelo sistema de percussão. A defesa sustenta que a medida foi adotada devido ao uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro, que, segundo os advogados, afetam a cognição.
Ainda conforme a defesa, Bolsonaro percebeu recentemente que a arma não funcionava e a entregou ao segundo-sargento Estácio Leite de Silva Filho, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para que fosse verificada e encaminhada para manutenção.
“A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”, argumentaram os advogados.
A defesa também afirmou que a pistola estava regularmente registrada em nome do ex-presidente e destacou que não houve determinação judicial para entrega de armas ou cancelamento de registros.
A apreensão ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante uma fiscalização de rotina da PMDF em Taguatinga. O militar que conduzia o veículo apresentou porte funcional e informou aos policiais que transportava a arma para reparo, alegando que o equipamento estava quebrado.


