ACM Neto é apontado pela PF como líder de organização criminosa em Minas Gerais

Candidato nega as acusações e diz há "tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação dee factoides e insinuações mentirosas"

Por Da Redação
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ACM Neto é apontado pela PF como líder de organização criminosa em Minas Gerais

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), foi apontado em um relatório da Polícia Federal (PF) como líder de uma organização criminosa que teria feito contratos superfaturados para obter recursos públicos.As informações são do portal CNN Brasil. 

A menção é feita no mesmo relatório que mostra o elo entre o ex-prefeito e o empresário Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo". De acordo com a PF, a investigação apura o direcionamento de licitações e fraudes em contratos públicos com o grupo de Moura. 

A Secretaria de Educação de Belo Horizonte firmou ao menos três contratos com empresas ligadas ao empresário Alex Parente, por intermédio de José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Os contratos somam cerca de R$ 80 milhões. Outros processos também são analisados pela PF.

Moura foi indiciado junto com outras 24 pessoas no âmbito da investigação Overclean, que apura os desvios. A PF estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos.

“Ao analisarmos todo o conjunto probatório reunido nas oito fases da Operação Overclean, conclui-se que ACM Neto exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”, mostra o documento divulgado pela CNN.

“Com o fim do mandato de ACM Neto na prefeitura de Salvador, e a partir de 2024, a organização criminosa ampliou sua área de atuação para a capital mineira mediante a ocupação dos seus integrantes em pontos-chave da administração municipal”, ressalta o relatório. 

Pedido de busca

A Polícia Federal pediu autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto, mas o pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo reportagens do UOL e da Folha de S.Paulo, a decisão contrariou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se posicionado favoravelmente às diligências.

Nunes Marques autorizou a 10ª fase da Overclean, mas retirou ACM Neto do alcance dos mandados. Conforme as informações divulgadas sobre a decisão, o ministro considerou insuficientes os fundamentos apresentados para autorizar a busca contra o candidato.

A decisão permanece sob sigilo. O gabinete do ministro foi procurado pela CNN Brasil, mas não havia respondido até a publicação da reportagem.

ACM Neto nega

ACM Neto negou envolvimento nas suspeitas e afirmou que a divulgação das informações teria motivação eleitoral.

“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas”, declarou.

O candidato também afirmou que a proximidade do primeiro turno reforçaria, em sua avaliação, uma tentativa de influenciar a disputa na Bahia.

Sobre a negativa do pedido de busca, Neto disse que a decisão demonstraria a “completa e total inconsistência” das suspeitas.

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