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Vídeo: Wagner 'apazigua' climão entre Rui e Roma após troca de farpas no Dois de Julho: 'calor da disputa eleitoral'

O senador ainda comentou sobre fala de Rui Costa que João Roma chamou de xenofóbica.

Por Paulo Neto, Camila S. Silva
Às

Atualizado
Vídeo: Wagner 'apazigua' climão entre Rui e Roma após troca de farpas no Dois de Julho: 'calor da disputa eleitoral'

Foto: Paulo Neto/ Farol da Bahia.

O senador Jaques Wagner adotou um tom apaziguador, nesta sexta-feira (3), ao minimizar um climão entre o ministro Rui Costa e João Roma, ambos pré-candidatos a uma das cadeiras na câmara alta do Congresso Nacional brasileiro, após uma troca de farpas no desfile do Dois de Julho. A fala veio durante evento em que governador Jerônimo Rodrigues autorizou um pacote de investimentos para beneficiar municípios baianos.

De um lado, João Roma afirmou que Lula não participaria do desfile cívico por “vergonha de encarar as ruas”, quando na verdade o presidente não pôde ir ao cortejo por recomendação médica, uma vez que passou recentemente por uma radioterapia, para tratar um câncer de pele. Em anos anteriores, incluindo 2025, Lula fez o desfile normalmente e foi abraçado pela população, diferentemente de Roma que é estreante no desfle cívico na Lapinha

Irritado com a fala, Rui rebateu dizendo que Roma nunca "fez nada pela Bahia” e que ele não teria “na alma” a compreensão do que seria o Dois de Julho. João Roma, que é pernambucano, classificou como “completamente preconceituosa” a fala do ministro.Por sua vez, o carioca Jaques Wagner minimizou ambas disputas e disse que todos estão com a "cabeça quente" devido a proximidade com as eleições gerais. 
 
"Eu vivo aqui há 52 anos. Não sei quanto tempo que Roma tá aqui, mas na medida que o cara tá legalizado, naturalmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí. É o calor da disputa eleitoral", disse. 

O senador, que concorre à reeleição, também falou sobre aplausos e vaias que foram destinados a ambos grupos políticos em meio ao cortejo. Para ele, em ano eleitoral, é "natural" esse tipo de reação e que a relevância cívica do dia é maior do que esse tipo de comportamento. 

"O Dois de Julho, no ano eleitoral, sempre fica uma guerra de torcidas. Então, é natural uma vaia daqui, um aplauso dali. Eu acho que é o normal. O Dois de Julho, para mim, é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula, da transferência da capital do Brasil para Salvador. Agora a guerra política é guerra política. São as torcida organizada que vão para campo, uma xinga daqui, outra xinga de lá", argumentou. 

Confira vídeo:

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