Vídeo: Senador eleito, Mauro Mendes defende jornada de até 16h e critica CLT no Brasil
Declaração ocorre em meio ao avanço das discussões no Congresso sobre mudanças na legislação trabalhista e na jornada dos trabalhadores

Foto: Foto: Secom-MT
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), se posicionou contra o fim da escala 6x1 e defendeu maior flexibilização das jornadas de trabalho no Brasil. Em entrevista concedida nesta semana, o ex-governador afirmou que trabalhadores deveriam ter liberdade para cumprir jornadas mais extensas, cirando como referência o modelo de trabalho dos Estados Unidos.
Segundo Mendes, brasileiros que vivem nos Estados Unidos trabalham entre 10 e 16 horas por dia e, de acordo com ele, conseguem obter rendimentos maiores. O senador eleito utilizou a comparação para criticar a rigidez da legislação trabalhista brasileira e defender mudanças nas regras atuais.
A declaração ocorre em meio à discussão sobre a proposta que prevê o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador exerce suas atividades por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A proposta de emenda à Constituição (PEC) já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado.
Mauro Mendes também afirmou que alterações nas leis trabalhistas precisam considerar as mudanças nas relações entre empregados e empresas. Para ele, o Estado deve garantir uma relação considerada justa entre trabalhadores e empregadores, mas sem estabelecer regras que, em sua avaliação, sejam excessivamente rígidas.
Eleito no último domingo (4) com 1.187.352 votos, equivalentes a 33,21% dos votos válidos em Mato Grosso, Mendes assumirá o mandato no Senado Federal em fevereiro de 2027.
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