Vídeo: Jaques Wagner justifica empresa de nora ter recebido dinheiro do Banco Master
Senador também afirmou estar "tranquilo" sobre investigação que envolve familiar e defende apuração do caso Master

Foto: Agência Senado
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou estar “muito tranquilo” em relação às investigações da Polícia Federal que envolvem a empresa BN Financeira, ligada à esposa de seu enteado, a quem ele chama de "nora". Em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (19), o parlamentar buscou desvincular sua atuação política das atividades privadas de familiares e disse não ver irregularidades nos fatos citados.
“Não tenho nada a explicar porque, na verdade, não tenho nada a ver com isso, mas eles já explicaram tudo”, declarou.
Wagner reconheceu a repercussão do episódio e classificou o caso como grave. “Virou o grande escândalo nacional e é um escândalo realmente”, afirmou. Apesar disso, disse que é preciso cautela nas análises. “Separar o joio do trigo”, afirmou, ao criticar o que chamou de “especulações em ano eleitoral”.
Segundo o senador, a empresa mencionada nas investigações realizou uma intermediação financeira em 2022, antes do atual governo, e o contrato foi encerrado no ano passado. “Eles conseguiram isso, ganharam lá o dinheiro deles. Por incrível que pareça, ano passado houve o distrato, exatamente no nosso governo”, pontuou.
Jaques Wagner também informou que a defesa dos envolvidos já apresentou manifestação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), oferecendo a abertura de dados sigilosos. “O advogado deles entrou com uma petição oferecendo sigilo fiscal, sigilo bancário, tudo que for necessário para explicar. Já tem tudo lá, pedi o advogado para olhar e está tudo absolutamente normal”, assegurou.
O senador disse ainda buscar a separação entre sua atuação pública e os negócios de familiares. “Eu sou do tipo que família é família, política é política, negócio é negócio”.
Ao final, Wagner defendeu a continuidade das investigações e a responsabilização em caso de irregularidades. “Eu estou muito tranquilo e para dizer que apure-se tudo, quem tiver culpa no cartório que pague. Eu sempre defendi isso”.


