Vídeo: Influenciador pede respeito e ensina pronúncia correta de nomes africanos na Copa
Criador de conteúdo Albieman Nguma viraliza ao cobrar mais cuidado de narradores e comentaristas durante o Mundial de 2026.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Copa do Mundo de 2026 reúne jogadores de diferentes origens, idiomas e culturas de 48 países. Em meio à diversidade de nomes presentes no torneio, um vídeo publicado pelo criador de conteúdo Albieman Nguma ganhou repercussão nas redes sociais ao levantar um debate sobre a pronúncia correta dos atletas africanos durante as transmissões esportivas.
Conhecido por conteúdos que explicam geopolítica, história, cultura africana e a língua portuguesa para milhares de seguidores, Nguma se tornou uma das principais vozes na valorização das identidades africanas nas redes sociais. Desta vez, ele utilizou sua plataforma para defender que narradores e comentaristas brasileiros se preparem para pronunciar corretamente os nomes dos jogadores que disputam o Mundial.
Para o influenciador, a discussão vai além da fonética. Segundo ele, a forma como um nome é pronunciado está diretamente ligada à identidade de quem o carrega. "O nome de um jogador faz parte da sua identidade. Pronunciá-lo corretamente é uma questão de respeito e profissionalismo", afirmou no vídeo.
Durante a gravação, Nguma argumenta que os profissionais da comunicação esportiva costumam se preparar com antecedência para as partidas e, por isso, também poderiam dedicar parte desse tempo ao estudo da pronúncia dos atletas que estarão em campo. "Vocês sabem com antecedência quais jogos irão narrar e comentar. Nada mais justo do que fazer um dever de casa", disse.
O influenciador também chamou atenção para a dificuldade encontrada por muitos brasileiros ao pronunciar nomes de origem africana, especialmente aqueles iniciados por combinações como "Ng", "Mb" e "Nk", comuns em diversos idiomas do continente. Segundo ele, essas construções não devem ser interpretadas como letras separadas, mas como sons específicos presentes em diferentes línguas africanas.
Ao longo do vídeo, Nguma destaca que muitos torcedores aprendem a pronunciar nomes de atletas a partir do que escutam na televisão, no rádio e em plataformas digitais. Por isso, considera que narradores e comentaristas exercem papel importante na popularização da forma correta de falar os nomes dos jogadores. "A televisão ensina, o rádio ensina, os podcasts ensinam. Por isso, a responsabilidade de quem comunica o futebol vai muito além de narrar uma partida", afirmou.
O debate ganha ainda mais relevância em uma Copa do Mundo marcada pela diversidade cultural. Com 48 seleções participantes pela primeira vez na história, o torneio reúne atletas de dezenas de nacionalidades, origens étnicas e tradições linguísticas diferentes, ampliando o contato do público com nomes pouco familiares para parte da audiência brasileira.
Nguma também rebateu a ideia de que jogadores nascidos em países europeus não precisariam ter seus sobrenomes tratados dentro desse contexto. Para ele, mesmo atletas que representam seleções como França, Bélgica, Inglaterra, Portugal ou Espanha carregam sobrenomes ligados às origens africanas de suas famílias. "Pronunciá-los corretamente é sinal de respeito", destacou.
A publicação ganhou repercussão justamente durante um Mundial que conta com inúmeros atletas de ascendência africana espalhados por algumas das principais seleções do planeta. Muitos deles são protagonistas em equipes favoritas ao título e ajudam a reforçar a diversidade que caracteriza o futebol contemporâneo.
No encerramento da mensagem, Nguma defendeu que a preparação para uma transmissão esportiva deve ir além de estatísticas, escalações e análises táticas. Para ele, conhecer a história de um jogador passa também por conhecer o próprio nome que ele carrega.
Em uma Copa do Mundo marcada pela diversidade cultural, a preparação pode começar antes mesmo do apito inicial. E, para Nguma, aprender a pronunciar corretamente o nome dos atletas é uma forma simples, mas importante, de demonstrar respeito a quem está em campo.


