Vídeo: DJ que publicou "festa do Vorcaro" sem querer, descobre que Sicário pediu a queda do perfil

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A criadora de conteúdo de música eletrônica Ana Ribeiro, dona do perfil "@anatrackID", publicou em suas redes sociais um vídeo comentando que sua conta teria sido alvo de ataques de Daniel Vorcaro. Ana descobriu que o bloqueio de sua conta em novembro de 2023 ocorreu a pedido do empresário, fundador do Banco Master. A revelação veio à tona após a queda do sigilo de relatórios da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações envolvendo a instituição financeira.
O relatório da Polícia Federal (PF) revelou que o fundador do Banco Master teria pedido para Felipe Murão, "Sicário", apagar postagens feitas sobre uma festa realizada no clube Madame Satã, em São Paulo. A conversa aparece em um trecho do documento que indica que a dupla agia para apagar conteúdos e perfis nas redes sociais que contrariassem seus interesses.
Na conversa ocorrida em novembro de 2023, Vorcaro envia um link para Sicário de uma publicação do instagram, em seguida escreve "derruba esse". Porém, ao longo da conversa, o banqueiro parece em dúvida quanto a derrubar ou não.
O vídeo postado mostra uma performance dos DJs Solomun, Vintage Culture e Swedish House Mafia. Na legenda consta que eles teriam e apresentado em uma festa particular por um empresário no Madame Club, também conhecido como Madame Satã.
De acordo com a PF, o dono do Master teria feito o mesmo pedido outras vezes a Sicário, para que diferentes perfis fossem apagados. Em outro episódio, Vorcaro diz para Mourão "ir pra cima", em resposta ele diz que acionou hackers para conseguir o banimento de um perfil.
Logo após a publicação, o perfil @anatrackid foi desabilitado permanentemente pela plataforma por suposta violação das diretrizes de comunidade do Facebook/Instagram, mesmo sem histórico anterior de advertências ou republicação de informações falsas.
Sem saber da interferência externa, Ana acionou o suporte da plataforma e chegou a mover uma ação judicial contra a empresa responsável pela rede social para reaver o acesso. A conta só foi restabelecida semanas depois, quando um funcionário da plataforma analisou o caso internamente após visualizar a página reserva criada por ela e constatar a ausência de irregularidades.
Apenas três anos após a criação de seu canal de conteúdo, Ana teve acesso aos trechos do relatório da Polícia Federal que comprovaram a ação coordenada para derrubar sua página. O caso integra um conjunto de revelações da PF sobre o uso de meios ilícitos e invasões de contas por parte de investigados ligados ao Banco Master.
Confira o relato da influenciadora, publicado no seu instagram:



