Senador do PT chama apoio de Flávio ao fim da escala 6x1 de “oportunismo eleitoral”
Para Randolfe Rodrigues, propostas do candidato estão ligadas à retirada de direitos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
BRASÍLIA –O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) voltou a criticar nesta quarta-feira (14) a decisão do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de passar a apoiar o fim da escala de trabalho 6x1.
Em conversa com a imprensa, Randolfe afirmou que a mudança de posicionamento não passa de “oportunismo eleitoral” na reta final do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O parlamentar disse ainda que as propostas de Flávio vão na direção contrária e estão ligadas à retirada de direitos dos trabalhadores.
Para exemplificar, ele citou a PEC proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado de Flávio, que cria um regime de trabalho flexível baseado nas horas trabalhadas como alternativa à PEC que prevê o fim da escala 6x1.
“Fica claro que é um oportunismo eleitoral. A proposta deles é a PEC de Rogério Marinho, que flexibiliza os direitos trabalhistas, não é o fim da 6x1. (...) Como eles não podem dizer isso claramente, que a proposta deles é acabar com os direitos sociais conquistados nos últimos anos, ficam acompanhando, de reboque, as nossas propostas”, afirmou.
Flávio Bolsonaro voltou atrás sobre o fim da escala 6x1
Flávio Bolsonaro afirmou na terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala 6x1.
A proposta, apresentada por parlamentares da esquerda e uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula, está na pauta do Senado e pode passar pela primeira rodada de votação nesta quarta-feira (14).
“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1, então eu vou votar a favor do fim da 6x1”, disse Flávio após sair da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em regime domiciliar.
Esta é a primeira vez que o senador se posiciona a favor da proposta, que prevê a redução da jornada semanal máxima de trabalho sem redução salarial.
Até então, Flávio dizia que a proposta era “oportunista” por ser apresentada às vésperas das eleições.


