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Rogério Marinho defende votação da anistia e diz que não será omisso diante de crimes de ministros do STF

Candidato à presidência do Senado pelo PL também defendeu voto aberto na eleição da Casa

Por Stephanie Ferreira
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Rogério Marinho defende votação da anistia e diz que não será omisso diante de crimes de ministros do STF

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (4) que, se eleito presidente do Senado, pretende permitir a tramitação de propostas que, segundo ele, estão sendo impedidas de avançar no Congresso, incluindo a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O parlamentar também defendeu maior independência entre os Poderes e afirmou que não será omisso diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As declarações foram feitas após o PL oficializar a candidatura de Marinho à presidência do Senado, em reunião realizada em Brasília. A eleição está marcada para fevereiro de 2027. Ao criticar a condução das pautas legislativas, Marinho afirmou que o Senado perdeu parte de sua autonomia e passou a atuar como uma extensão do Executivo.

"O Senado sempre foi a casa da moderação, sempre foi a casa revisora, sempre foi a casa da ponderação e hoje é uma carimbadora de projetos e infelizmente nos últimos tempos uma espécie de continuidade do poder executivo."

Sobre a anistia, o parlamentar afirmou que a proposta deve ser submetida à análise dos senadores, sem interferências externas. "A anistia é uma pauta que foi impedida de fora para dentro e de tramitar dentro do Congresso que representa o povo brasileiro", declarou.

Impeachment de ministros do STF

Questionado sobre a possibilidade de dar andamento a pedidos de impeachment de ministros do Supremo, Marinho afirmou que essa não será a principal bandeira de sua candidatura. No entanto, garantiu que eventuais crimes de responsabilidade não serão ignorados.

"Então, se algum ministro do Supremo Tribunal Federal cometer crime de responsabilidade, nós não seremos ao contrário do que acontece hoje com ministros."

O senador também criticou a possibilidade de interferência de integrantes do Judiciário na eleição para o comando do Senado, classificando esse tipo de atuação como indesejada e antidemocrática.

Marinho x Tereza Cristina 

Marinho defendeu ainda que a escolha do presidente do Senado seja realizada por voto aberto. Atualmente, a eleição ocorre por votação secreta entre os 81 senadores.

"Eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante. Até para que não haja estelionato eleitoral."

Apesar de defender a mudança, o parlamentar afirmou que ainda será necessário avaliar como a medida poderia ser implementada.

Sobre a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também pretende disputar a presidência da Casa, Marinho disse que ambos mantêm diálogo para chegar a um entendimento antes da eleição.

O PL terá uma das maiores bancadas do Senado na próxima legislatura. Para conquistar a presidência da Casa, o candidato precisará reunir pelo menos 41 votos, maioria absoluta dos 81 senadores.

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