PT envia pedido para STF investigar se cinebiografia de Bolsonaro virou caixa 2 para campanha de Flávio
Pedido foi enviado ao ministro Flávio Dino

Foto: Ricardo Stuckert | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O Partido dos Trabalhadores (PT) enviou nesta quarta (10) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que a Corte investigue se "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se tornou "caixa 2" para a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
A petição foi enviada ao ministro Flávio Dino. O partido pede que o STF apure "o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação dos recursos financeiros relacionados ao filme, bem como a atuação dos agentes públicos, privados e das pessoas jurídicas envolvidas".
Conforme o documento, haveriam indícios que o dinheiro destinado inicialmente ao filme teria sido utilizado para promoção político-eleitoral.
O pedido menciona os depósitos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao financiamento do filme, além do envolvimento direto de Flávio nas negociações de valores para a produção.
O argumento do PT é que, caso seja comprovado que os valores teriam sido utilizados para promover candidaturas ou movimentados por outros meios, com o objetivo de esconder sua origem, poderia configurar abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral.
Ainda segundo o partido, os valores destinados ao filme são superiores a orçamentos inteiros de filmes brasileiros premiados internacional e nacionalmente.
Relatos divulgados pela imprensa afirmam que houve um corte de custos no projeto e problemas operacionais, o que demonstrariam a incompatibilidade dos valores com o financiamento do projeto.
A petição também aborda a equipe de produção do projeto, pedindo a investigação das relações com entre a produtora Go Up Entertainment. da proprietária Karina Ferreira da Gama, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e outras entidades associadas.
O PT afirma que investigações já em andamento apuram repasses de recursos públicos ao ICB, e o possível uso de contratos públicos e emendas parlamentares enviados a entidades associadas à produção.
Além disso, também é solicitada uma apuração sobre a participação do deputado federal Mario Frias (PL). O parlamentar é produtor e roteirista do filme. Segundo o PT, ele aparece como um "agente político interessado" e destinador de emendas para entidades vinculadas ao filme.


