Profissionais da Educação de Feira de Santana aprovam paralisação na próxima segunda-feira (20)
A decisão unânime ocorreu em assembleia realizada pela APLB Sindicato Delegacia Sertaneja, na quinta-feira (16).

Foto: Reprodução/ Redes Sociais da APLB de Feira de Santana.
Os profissionais da rede municipal de educação de Feira de Santana aprovaram por unanimidade a paralisação de todas as atividades do setor na próxima segunda-feira (20), às 8h. A decisão ocorreu em assembleia realizada pela APLB Sindicato Delegacia Sertaneja, na quinta-feira (16).
Segundo o sindicato, a ação está relacionada "luta pelos direitos da categoria, mas também pela valorização da educação pública".
As razões para a paralisação são: o comprometimento e a sobrecarga dos trabalhadores devido a falta de professores nas instituições de ensino; a falta de cuidadores para estudantes que precisam de acompanhamento; a necessidade de adoção de política de inclusão; e , por fim , o cumprimento de itens do acordo entre a categoria a e a prefeitura, homologado pela Justiça em outubro de 2025.
Ainda no dia 20, será realizada uma aula pública do projeto Café com Educação na sede da APLB Feira de Santana, na Rua Barão de Cotegipe, além de uma caminhada pelas vias do município.
Confira a carta aberta à comunidade divulgada pela APLB:

O que diz a Seduc?
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana (Seduc) negou as acusações feitas pelos profissionais. "Diante desses dados, não corresponde à realidade a afirmação de que há falta generalizada de professores e cuidadores na rede municipal", declarou.
No entanto, a Seduc pontua que, devido à alta demanda, é possível que situações pontuais decorrentes de licenças médicas, aposentadorias, exonerações ou outras movimentações funcionais ocorram. "Esses casos são monitorados permanentemente pela Secretaria e recebem as providências administrativas necessárias para reposição dos profissionais", diz a secretaria.
"A Secretaria Municipal de Educação respeita o direito constitucional de manifestação de qualquer entidade representativa, mas reafirma que o debate público deve estar fundamentado em fatos e informações verdadeiras, sempre preservando o direito dos estudantes à educação e o compromisso com a população feirense", finaliza a nota.


