Professora da Unicamp presa por furtar vírus é solta

Justiça Federal confirmou provas do crime e concedeu liberdade provisória com medidas cautelares

Por Da Redação
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Professora da Unicamp presa por furtar vírus é solta

Foto: Reprodução / Soledad Palameta Miller, LinkedIn

Uma professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que havia sido presa por furtar vírus foi solta na tarde desta terça (24), após audiência de custódia. Soledad Palameta Miller havia sido presa ainda nesta segunda (23).

A juíza Valdirene Ribeiro, da 9ª Vara Federal de Campinas, confirmou provas concretas do crime e indícios de autoria da professora. Ela foi solta de forma provisória com medidas cautelares.

Foi constatada no dia 13 de fevereiro a ausência de caixas contendo amostras de vírus no Laboratório de Virologia Animal do Instituto de Biologia da Unicamp. O material estava numa área com alta contenção biológica e protocolos de biossegurança rigorosos. 

Soledad não tinha acesso direto aos laboratórios, pois ainda não possuía laboratório próprio. Ela utilizava espaços emprestados de outros professores. 

Investigações indicam que ela teria contado com ajuda de terceiros para entrar nos locais de onde o material foi subtraído. Ao remover as amostras do acervo da professora Clarice Weis Arns, Soledad teria as transferido para outros ambientes da universidade.

Policiais localizaram o material escondido em freezers de outros professores no Laboratório de Doenças Tropicais e no laboratório de Engenharia Metabólica. As amostras haviam sido abertas e manipuladas e armazenadas de forma irregular. Frascos descartados em lixeiras comuns também foram encontrados no Laboratório de Cultura de Células.

A própria Unicamp informou à polícia o desaparecimento do material. A prisão foi realizada durante investigações. 

Equipes foram à residência da professora, mas ela havia saído com o marido para um Centro Médico, pois estava "nervosa com a situação". Soledad foi abordada e presa em flagrante enquanto conduzia seu veículo numa via de Campinas. Ela permaneceu em silêncio durante interrogatório policial.

Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. O material subtraído foi encaminhado para análise no Ministério da Agricultura e Pecuária. 

Investigados responderão por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. 

Soledad Palameta Miller é argentina, tem 36 anos, e é professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp desde agosto de 2025. Era coordenadora do Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos, de onde foram subtraídas as amostras virais. Ela possui pós-doutorado no mesmo laboratório, na Unicamp. 

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