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Produtora e realizadora baiana Flávia Santana vence prêmio de Melhor Filme em Mostra de Cinema em Cuiabá!

Curta “Talvez Meu Pai Seja Negro” já passou por 11 festivais no Brasil e soma quatro premiações no circuito audiovisual!

Por Michel Telles
Às

Produtora e realizadora baiana Flávia Santana vence prêmio de Melhor Filme em Mostra de Cinema em Cuiabá!

Foto: Julia Mux

O curta-metragem “Talvez Meu Pai Seja Negro”, dirigido pela produtora e realizadora baiana Flávia Santana e produzido pela Mulungu Realizações Culturais (@mulungurealizações), conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra Quariterê de Cinema, realizada entre os dias 13 e 15 de março de 2026, em Cuiabá (MT).

Com circulação expressiva no circuito audiovisual nacional, o filme já participou de 11 festivais e mostras de cinema no Brasil e acumula quatro premiações, entre elas os prêmios de Melhor Filme no Festival Taguá de Cinema e no Levante – Festival de Curtas-Metragens de Pelotas, além de menção honrosa no CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema.

No curta, a própria diretora conduz a narrativa ao lado de seu pai, Antônio Santana, em uma investigação íntima sobre as origens da família. A jornada se inicia após uma revelação que altera a árvore genealógica e provoca uma busca por respostas em documentos, fotografias e lembranças fragmentadas. Ao acompanhar o pai na busca por pistas do passado, o filme atravessa temas como apagamentos históricos, paternidade, identidade racial e pertencimento.

Entre conversas, silêncios e fragmentos de memória, o documentário constrói um retrato delicado sobre como histórias familiares podem revelar camadas profundas da formação racial no Brasil. A narrativa parte do íntimo para dialogar com questões coletivas, refletindo sobre os impactos do apagamento de identidades negras e a reconstrução de trajetórias que muitas vezes foram silenciadas ao longo das gerações.A premiação de ‘Talvez Meu Pai Seja Negro’ pelo júri popular na  Mostra Quariterê de Cinema reforça o diálogo do filme com o público, ao trazer para a tela questionamentos sobre identidade racial, ancestralidade e pertencimento compartilhada por muitas famílias brasileiras

“Fico feliz que o filme tocou as pessoas, que de alguma forma elas se identificaram. Pra mim isso é muito especial. Só tenho a agradecer por esses encontros que o cinema proporciona e desejar que a história do nosso povo preto, periférico quilombola e indígena possa ter o espaço que merece no cinema, de muito destaque e valorização, porque produzimos coisas incríveis”, declara a cineasta e produtora baiana.

Flávia Santana vem se destacando no mercado audiovisual  nacional e internacional. Em fevereiro deste ano (2026) Flávia participou do European Film Market (EFM), um dos mais importantes mercados internacionais de cinema, realizado durante o Berlinale, Festival Internacional de Cinema de Berlim. Em março esteve em Benin, país da África Ocidental, trabalhando na co-produção do longa “Mulheres Negras em Rotas de Liberdade”, dirigido por Urânia Munzanzu. 

Trajetória em festivais

Desde sua estreia, o curta vem circulando por importantes mostras e festivais de cinema no Brasil, entre eles o Panorama Internacional Coisa de Cinema, o CachoeiraDoc, o Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, o Festival Taguá de Cinema, o Citronela Doc, o Levante – Festival de Curtas-Metragens de Pelotas, o CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema, o Festival Mate com Angu de Cinema, a Mostra Quariterê de Cinema, a EXIBE – Mostra de Cinema de Barbacena e a Mostra Elas por Trás das Câmeras.

Premiações

Melhor Filme (Júri Popular) — 8ª Mostra Quariterê de Cinema

Melhor Filme (Júri da Crítica) — 3º Levante – Festival de Curtas-Metragens de Pelotas

Melhor Filme — 18º Festival Taguá de Cinema

Menção Honrosa (Júri Oficial) — 9ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema

SOBRE: Flávia Santana formou-se em Produção Cultural pela Universidade Federal da Bahia e é pós-graduada em Política e Gestão Cultural pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. É Grantee do Sundance Institute Documentary Film Program e é EFM Toolbox Alumni e Nicho 54 Alumini. Produziu mais de 15 curtas-metragens, 03 longas e 02 obras seriadas. Em 2022, foi uma das 05 produtoras brasileiras selecionadas para participar do programa de aceleração Nicho Executiva, participando de eventos internacionais como Berlinale, Marché du Film, TIFF e American Film Market. 

É produtora executiva do longa-metragem de ficção "RECEBA!", de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna; e dos longas documentais "CAIS", de Safira Moreira; e "MENARCA", de Lara Carvalho. Também é produtora executiva do longa documental "Mulheres Negras em Rotas da Liberdade", de Urânia Munzanzu, em fase de produção, que conta com a participação de Conceição Evaristo, Sueli Carneiro, Carla Akotirene, Luedji Luna, Mirtes Renata e Erica Malunguinho gravado em quatro países do continente africano. Atualmente, é diretora executiva na Mulungu Realizações Culturais, empresa dedicada a colaborar na criação e produção de projetos de impacto sociocultural, com especial interesse em narrativas de mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.

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