Polícia investiga grupo suspeito de falsificar medicações para pacientes com câncer
A Operação Placebo já cumpriu 56 mandados de buscas e apreensão em imóveis dos investigados em 29 de junho deste ano.

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Um esquema nacional de fraude em licitações para compra de medicações para tratamento contra o câncer está sendo investigado pela Polícia Federal. São alvos das apurações empresários, advogados e funcionários da área da saúde que estariam envolvidos nas fraudes. A informação foi divulgada pelo programa Fantástico, neste último domingo (21).
A Operação Placebo já cumpriu 56 mandados de busca e apreensão em imóveis dos investigados em 29 de junho deste ano. Um dos presos é o empresário Lisandro Henriques Hermes, que trabalhava com distribuição de remédios. Na casa dele foram encontradas caixas de remédios com indícios de adulteração. Ele nega envolvimento com o caso.
"Ele relata que era para destruição. No entanto, aqueles medicamentos encontrados lá não tinham nenhuma identificação, de modo que ele poderia imprimir na cartela o que ele quisesse", afirmou o delegado Daniel Severo em entrevista ao Fantástico.
O caso começou a ser investigado no Hospital Santa Casa de Caridade de São Gabriel, no interior do Rio Grande do Sul. Funcionários do setor oncológico chamaram a polícia após notarem indícios de falsificação em um lote de medicamentos.
Segundo a polícia, há grandes indícios de falsificação, como erro de grafia, coloração e textura, além de caixas com bulas em idiomas diferentes.
O laboratório que produz o medicamento não reconheceu como legítimo o lote encontrado na Santa Casa.
Neste ano, a polícia já identificou casos de suspeita de adulteração em ao menos quatro estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Mato Grosso do Sul.


