PGR pede cautela ao STF em caso de arma de Bolsonaro
Corte irá avaliar o caso para decidir sobre domiciliar do ex-presidente

Foto: Agência Brasil/Valter Campanato
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma de Jair Bolsonaro (PL), apreendida em uma blitz, para avaliar se houve "falta grave" durante a prisão domiciliar do ex-presidente.
“Sugere-se que se aguarde a conclusão das investigações a fim de se permitir um juízo final e mais abrangente sobre os fatos”, disse.
Gonet afirmou ainda que o caso ainda está em fase inicial de apuração e "não indica, nesse momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido".
A Procuradoria-Geral da República se manifestou por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso.
Com o parecer apresentado, a defesa de Bolsonaro terá agora 48 horas para se manifestar. Depois disso, Moraes decidirá se mantém ou revoga a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.
O prazo inicial de 90 dias da medida terminou nesta quinta-feira (25), mas a restrição deve continuar em vigor até uma nova decisão do Supremo.
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Depoimento
Na terça-feira, Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil no inquérito que investiga a apreensão da arma.
De acordo com o documento, o ex-presidente admitiu que a pistola Glock 9 mm é de sua propriedade e afirmou que a arma já estava em sua residência durante o período da prisão domiciliar.


