PF abre investigação por filiação de Flávio ao Missão

Investigação foi determinada pelo ministro Kassio Nunes Marques

Por Da Redação
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PF abre investigação por filiação de Flávio ao Missão

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Federal instaurou na última terça-feira (18) um inquérito para investigar a fraude na filiação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) para o Partido Missão.

O inquérito foi aberta sob determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Na última quinta-feira (13), Flávio não conseguiu registrar a candidatura depois da campanha descobrir que ele aparecia filiado ao Missão. A legenda já possui Renan Santos como candidato à Presidência.

Depois de ser identificado a filiação irregular, Nunes Marques atendeu de maneira integral ao pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e impôs o restabelecimento da filiação do candidato do PL e a exclusão do vínculo com o Missão. Diante da decisão, também foi liberado o sistema Candex para que o senador pudesse registrar a candidatura.

A Polícia Federal agora irá apurar como a fraude aconteceu e visa localizar o responsável. Por meio de nota, o TSE afirmou que a filiação de Flávio ao Missão ocorreu por alguém que possuía acesso às credenciais da legenda.

"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", disse a Corte Eleitoral no dia em que a filiação ocorreu.

O Missão se manifestou também por nota e afirmou ter sido vítima de uma "tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro (PL)". O partido disse ter tentado cancelar a filiação e disse ter encaminhado e-mails para o gabinete de Flávio 2 de agosto, mas não teve resposta.

O Missão ainda chegou a fazer um relatório com detalhes da fraude. Segundo o partido, a filiação irregular utilizou o e-mail oficial do senador, registrou o endereço do parlamentar a exemplo da "Rua dos Bandidos, bairro dos Milicianos" e informou um CPF falso com a numeração "1234".

Por meio da transmissão nas redes sociais, Flávio disse que os e-mails encaminhados ao Missão foram encaminhados para a caixa de spam e isso impossibilitou uma visualização mais clara. A campanha de Flávio ainda manifestou que ocorreu uma tentativa de filiá-lo ao PT. O episódio foi enviado para analise do TSE.

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