• Home/
  • Notícias/
  • Brasil/
  • Pai da vítima assediada por Marco Buzzi expõe caso em grupo do WhatsApp com esposa do ministro

Pai da vítima assediada por Marco Buzzi expõe caso em grupo do WhatsApp com esposa do ministro

Pai da vítima era amigo próximo do ministro e casais tinham o costume de viajar juntos 

Por Da Redação
Às

Pai da vítima assediada por Marco Buzzi expõe caso em grupo do WhatsApp com esposa do ministro

Foto: Divulgação/STJ

O pai da jovem que afirmou ter sido vítima de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), durante uma viagem realizada no dia 9 de janeiro, compartilhou a denúncia em um grupo de WhatsApp do qual participa ao lado das esposas dele e do magistrado.

Segundo o relato, as famílias mantêm uma amizade de longa data e tinham o hábito de viajar juntas. A situação veio a público após a circulação das mensagens, o que gerou repercussão sobre o caso.

As circunstâncias relatadas seguem sendo acompanhadas pelas autoridades competentes.

Segundo o jornal Metrópoles, em janeiro deste ano, eles foram à casa de Buzzi nas proximidades do estaleiro, em Balneário Camboriú (SC). No segundo dia de viagem, a jovem foi chamada pelo ministro para tomar um banho de mar, quando aconteceu o assédio. 

O ministro quis levar a vítima a uma distância de erva de 400m do guarda-sol onde os pais estavam, alegando que o mar estaria mais calmo. Ela questionou dizendo que o mar já estava calmo onde elas estavam. No entanto, acabou aceitando o convite e ele a levou para um ponto onde "não era da visibilidade das pessoas que estavam no guarda-sol". 

A jovem disse que estava sentindo frio, e Buzzi utilizou disso para apontar para duas pessoas que também estavam no mar para dizer "deve ser por isso que eles estão abraçados". 

Ela contou à Polícia Civil de São Paulo que Buzzi a puxou pelo braço, a pressionando contra o quadril dele para que ela sentisse o pênis dele. Ela tentou se soltar e foi puxada mais uma vez e passado a mão nas nádegas dela e pressionado ela novamente contra o seu quadril, afirmando que ela era "muito bonita".  

A vítima ainda prestou mais depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela diz estar sofrendo de "pesadelos constantes", e está sendo acompanhada por uma psicóloga e uma psiquiatra. A defesa do ministro nega as acusações e diz que vai esclarecer os fatos em momento oportuno.  

Confira a nota da defesa na íntegra:  

“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação. 

Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.

Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.

Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.

A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi.”

Vítima disse que considerava Buzi como um "avô e confidente"

Dada a proximidade de Buzzi com a família da vítima, ela contou à polícia que o considerava como um "avô e confidente", inclusive ouvia os conselhos profissionais que ele dava a ela, e por influência dele resolveu cursar direito.  

A jovem também contou que, um dia antes do assédio, Buzzi perguntou se ela sentia atração por homens, já que namorava uma mulher. A vítima disse que era bissexual. Já um dia depois do crime, ele teria dito à vítima que ela era "muito sincera" e que isso poderia prejudicá-la.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário