Moraes nega pedido para que Javier Milei visite Bolsonaro durante prisão domiciliar
Ministro do STF afirma que solicitação perdeu o objeto após decisão que proibiu visitas ao ex-presidente por 30 dias

Foto: Divulgação/Casa Branca | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou, neste sábado (18), o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
A solicitação havia sido apresentada pela defesa de Bolsonaro, que pretendia receber Milei no próximo dia 25 de julho, data em que o presidente argentino participará da convenção nacional do PL, no Brasil.
Ao analisar o pedido, Moraes entendeu que a solicitação ficou sem efeito em razão da decisão proferida na sexta-feira (17), que suspendeu por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente, autorizando apenas o acesso de advogados e médicos.
A restrição foi determinada após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta assinada por Bolsonaro e publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o ministro, o episódio representou descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de acessar ou utilizar redes sociais.
A defesa sustentou que Bolsonaro não tinha conhecimento de que o conteúdo seria divulgado pelo filho. O argumento, no entanto, não foi acolhido por Moraes. Em decisão anterior, o ministro já havia impedido Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias, determinação que foi mantida.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado com a participação de integrantes civis e militares de seu governo. Após cumprir parte da pena em regime fechado, ele obteve o benefício da prisão domiciliar humanitária em razão de seu estado de saúde, depois de ser hospitalizado. Desde então, a pena é cumprida em sua residência, em Brasília.


