Moraes autoriza visita de irmão, sogros e cunhada de Bolsonaro
Bolsonaro atualmente é réu por tentativa de golpe e cumpre prisão domiciliar desde março

Foto: Reprodução/Instagram
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita permanente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do irmão dele, Renato Bolsonaro (PL), que atualmente é candidato a deputado federal por São Paulo, além dos sogros e cunhadas do ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro atualmente é réu por tentativa de golpe e cumpre prisão domiciliar desde março, diante das condições clínicas provocadas por uma broncopneumonia.
O ministro já havia determinado que Bolsonaro só poderia receber advogados, médicos, fisioterapeutas e os filhos, exceto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é candidato à Presidência. As outras visitas ao ex-presidente teriam que ser autorizadas previamente pelo STF, exceto a ex-primeira-dama Michelle, da filha Laura e enteada Letícia, que vivem na mesma casa.
Atualmente, o irmão, os sogros e cunhadas integram o grupo de Michelle, não necessitando de pedir autorização à Justiça. Porém, algumas regras de visita deverão ser respeitadas.
Veja descrição abaixo:
Às quartas e sábados, a visitação deve ocorrer em um dos horários (8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h).
O irmão de Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro é empresário e ex-capitão do Exército. Nas redes sociais, ele se apresenta como "irmão do eterno presidente Jair Bolsonaro".
A eleição deste ano será a sexta que Renato participa, sem nunca ter conseguido ser eleito. Em 2024, ele chegou a disputar a Prefeitura de Registro (SP), mas foi derrotado, ficando com 29,82% dos votos. Samuel Moreira, do PSD, terminou eleito, com 55,73%.
No momento, Bolsonaro cumpre pena e 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e a pena começou a ser cumprida em novembro de 2025, primeiro na sede da Polícia Federal e logo em seguida foi transferido para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, na área que é popularmente conhecida como Papudinha, em Brasília.
Moraes já havia proibido em julho, o candidato Flávio Bolsonaro poder visitar o pai pelo prazo de 90 dias. Flávio chegou a recorrer, mas a Procuradoria-Geral da República se manteve favorável a proibição.
A proibição da Justiça ocorreu depois de Flávio publicar nas redes uma carta escrita à mão pelo pai e ler o documento através de uma live no YouTube. De acordo com Moraes, a divulgação desrespeitou a medida cautelar que impede o ex-presidente de usar as redes sociais, incluindo através de terceiros. Moraes ainda proibiu que ocorram visitas a Bolsonaro com intuito político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.
Flávio já havia sido formalmente incluído como advogado de defesa de Bolsonaro em março de 2026, o que assegurava acesso irrestrito ao ex-presidente antes da decisão de Alexandre de Moraes.



