• Home/
  • Notícias/
  • Autos/
  • Marcas de carros mais vendidas no primeiro semestre: Fiat, VW, GM e BYD

Marcas de carros mais vendidas no primeiro semestre: Fiat, VW, GM e BYD

Fiat liderou de forma isolada, VW e GM seguiram mas BYD foi destaque

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Marcas de carros mais vendidas no primeiro semestre: Fiat, VW, GM e BYD

Segue uma versão integralmente reescrita, com texto mais fluido, análise mais equilibrada e a lista mantida ao final.

Fiat amplia liderança, enquanto BYD, Chevrolet e Chery avançam entre as marcas mais vendidas

Primeiro semestre de 2026 mostra crescimento das fabricantes chinesas, perda de espaço de empresas tradicionais e aumento da disputa nos principais segmentos do mercado brasileiro

O desempenho das marcas de automóveis no primeiro semestre de 2026 confirma uma mudança acelerada no mercado brasileiro. A Fiat ampliou sua liderança, a Volkswagen permaneceu na segunda posição e a Chevrolet voltou a crescer. Ao mesmo tempo, fabricantes chinesas como BYD, Caoa Chery, GWM, Geely e Omoda Jaecoo ganharam espaço em um cenário de avanço limitado do mercado como um todo.

A transformação também aparece no desempenho de fabricantes tradicionais. Toyota, BMW e algumas marcas francesas registraram retração, enquanto empresas com portfólios renovados, maior presença entre os SUVs e oferta de modelos eletrificados avançaram acima da média.

O ranking é bastante diferente daquele observado há apenas três anos. Atualmente, quatro fabricantes chinesas estão entre as 16 maiores do Brasil, sem contar marcas que iniciaram a operação recentemente e já começam a aparecer entre as empresas com maior volume de emplacamentos.

Fiat amplia vantagem na liderança

A Fiat encerrou o primeiro semestre com 270.941 veículos emplacados, cerca de 46 mil unidades a mais que a Volkswagen, segunda colocada com 224.923 automóveis.

A liderança é sustentada por uma gama que atende diferentes faixas do mercado. Argo, Mobi e Cronos concentram volume entre os compactos, enquanto Pulse e Fastback atuam entre os SUVs. Strada e Toro mantêm a presença da empresa no segmento de picapes.

A marca também continua forte no varejo, nas locadoras e nas vendas diretas para empresas e produtores rurais. Essa distribuição entre diferentes canais ajuda a Fiat a manter regularidade mesmo em períodos de mudança no comportamento do consumidor.

Volkswagen cresce com Polo, T-Cross e Tera

A Volkswagen segue como a concorrente mais próxima da Fiat. O Polo continua entre os automóveis mais vendidos do país, enquanto o T-Cross sustenta a liderança entre os SUVs.

A chegada do Tera ampliou a participação da marca no segmento de utilitários esportivos compactos. Somados, T-Cross e Tera alcançam volumes mensais próximos de 12 mil unidades, além da contribuição de modelos como Nivus, Polo Track, Virtus e Saveiro.

A estratégia da Volkswagen está concentrada nos segmentos de maior volume, com uma linha formada majoritariamente por compactos, SUVs e versões de entrada destinadas também às vendas diretas.

Chevrolet retoma crescimento

A Chevrolet fechou o semestre na terceira posição, com 140.706 veículos. Depois de perder participação nos últimos anos, a fabricante apresentou recuperação sustentada principalmente por Onix, Tracker e Onix Plus.

A marca ainda tem uma distância considerável para Volkswagen e Fiat, mas conseguiu preservar uma posição que chegou a ser ameaçada pelo crescimento da BYD e da Hyundai.

O desafio da Chevrolet será ampliar sua oferta em categorias nas quais as fabricantes chinesas já avançam, especialmente entre os SUVs híbridos e os automóveis elétricos.

BYD alcança a quarta posição

A BYD terminou o semestre com 99.028 veículos emplacados e tornou-se a quarta maior marca do país. A fabricante ficou próxima da Hyundai e superou empresas com décadas de presença no Brasil, como Toyota, Renault, Jeep e Honda.

O resultado é impulsionado pelo Dolphin Mini, que lidera o mercado de elétricos, pelo Dolphin e pela família Song. O sedã King também ampliou a presença da empresa entre os híbridos plug-in.

O avanço mostra que os modelos eletrificados chineses deixaram de ocupar apenas nichos e passaram a disputar consumidores em segmentos de maior volume. Preço, equipamentos, autonomia e custo de utilização têm sido usados pelas novas fabricantes para competir com automóveis a combustão de marcas tradicionais.

A operação da BYD em Camaçari, na Bahia, também pode ampliar essa participação. A empresa já monta veículos no local e prepara novas etapas do processo industrial, incluindo áreas de soldagem e estamparia.

Hyundai mantém volume, mas i20 ainda não aparece no resultado

A Hyundai terminou o período na quinta posição, com 96.723 unidades. HB20 e Creta seguem como os principais produtos da empresa, mantendo presença relevante entre os hatches compactos e SUVs.

O i20, lançado no final do semestre, ainda não teve tempo para apresentar impacto significativo nos emplacamentos. O modelo chega para ampliar a cobertura da marca entre compactos e SUVs de entrada, faixa na qual Volkswagen, Fiat e Renault intensificaram a disputa.

Toyota perde espaço para SUVs e híbridos chineses

A Toyota aparece na sexta posição, com 79.969 veículos. A marca continua com forte presença em segmentos de maior valor e mantém uma base de clientes consolidada, mas perdeu volume diante da expansão dos SUVs compactos e dos modelos eletrificados chineses.

Corolla e Corolla Cross seguem relevantes, porém passaram a enfrentar concorrentes híbridos plug-in mais potentes, equipados e, em alguns casos, vendidos por preços próximos.

A fabricante japonesa também possui uma linha mais curta nos segmentos de entrada, o que limita seu potencial de volume em comparação com Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai.

Renault tenta recuperar participação

A Renault fechou o semestre na sétima posição, com 63.873 unidades. O Kardian ajudou a renovar o portfólio da marca, mas encontrou um ambiente mais disputado após a chegada de novos SUVs compactos.

O modelo não conseguiu superar 3 mil unidades mensais durante os primeiros meses de 2026. Além dos concorrentes já estabelecidos, passou a enfrentar produtos como Volkswagen Tera e Citroën Basalt.

A próxima etapa da estratégia será a chegada do Boreal, que posicionará a Renault entre os SUVs médios e poderá elevar o preço médio dos veículos vendidos pela empresa.

Jeep perde protagonismo entre os SUVs

A Jeep ficou na oitava colocação, com 56.418 veículos. A marca ainda conta com Renegade, Compass e Commander, mas enfrenta uma concorrência maior entre os utilitários esportivos.

Há quatro anos, a Jeep chegou a concentrar aproximadamente 18% das vendas de SUVs no Brasil. Atualmente, essa participação está próxima de 4%, resultado do aumento do número de concorrentes e da chegada de modelos chineses híbridos e elétricos.

Compass e Renegade ainda mantêm volume, principalmente nas versões de entrada e em campanhas de vendas diretas. Entretanto, a pressão sobre preços e descontos reduz a rentabilidade da operação e aumenta a preocupação da rede de concessionárias.

O Avenger deverá ampliar a presença da fabricante entre os SUVs compactos e atuar em uma faixa abaixo do Renegade. O modelo será produzido em Porto Real, no Rio de Janeiro.

Caoa Chery se aproxima das dez maiores

A Caoa Chery encerrou o semestre na décima posição, com 37.013 veículos, ficando à frente de Nissan e GWM.

A marca ganhou espaço com os SUVs Tiggo, principalmente nas versões híbridas. A produção nacional e a oferta de diferentes tamanhos de utilitários esportivos ajudam a empresa a competir em diversas faixas de preço.

O resultado também demonstra que a presença chinesa no Brasil não depende apenas de marcas recém-chegadas. A Caoa Chery possui uma operação mais consolidada, rede de concessionárias e produção local.

Chinesas somam mais de 174 mil veículos

Além da BYD e da Caoa Chery, outras fabricantes chinesas aparecem em posições cada vez mais relevantes. A GWM terminou o semestre em 12º lugar, com 35.218 veículos. A Geely ficou na 14ª posição, com 18.144 unidades, mesmo tendo iniciado sua nova operação no país recentemente.

A Omoda Jaecoo ocupa o 16º lugar, com 16.805 veículos, enquanto a GAC já acumula 4.948 emplacamentos e aparece na 21ª posição.

Somadas, BYD, GWM, Geely, Omoda Jaecoo e GAC registraram 174.143 automóveis. Esse volume seria suficiente para formar a terceira maior operação do mercado brasileiro, atrás apenas de Fiat e Volkswagen.

Ao incluir a Caoa Chery, o total das marcas de origem chinesa supera 211 mil veículos no primeiro semestre.

O crescimento ocorre principalmente entre SUVs híbridos, híbridos plug-in e elétricos. São segmentos nos quais as fabricantes tradicionais ainda possuem oferta limitada ou começam a apresentar seus primeiros produtos.

Francesas perdem participação

As marcas francesas aparecem em posições inferiores às ocupadas no passado. A Renault ainda se mantém entre as dez maiores, mas Citroën e Peugeot encerraram o semestre na 15ª e na 19ª posições, respectivamente.

A Citroën somou 17.501 unidades, enquanto a Peugeot registrou 8.756 veículos. Mesmo com a produção nacional e o compartilhamento de plataformas e motores dentro da Stellantis, as duas marcas enfrentam dificuldade para ganhar volume.

Modelos como C3, Aircross e Basalt sustentam a Citroën, enquanto a Peugeot permanece com uma participação menor e concentrada em produtos como 208 e 2008.

BMW lidera entre as premium, mas registra queda

A BMW terminou o primeiro semestre com 7.252 veículos e manteve a liderança entre as marcas premium. Apesar disso, o resultado representa uma queda de aproximadamente 10% em relação ao mesmo período de 2025.

A retração ocorre em um momento no qual fabricantes chinesas começam a avançar também entre os automóveis mais caros, com SUVs eletrificados vendidos por valores próximos aos modelos de entrada das marcas premium.

A Ram, com 14.766 unidades, permanece como referência entre as picapes grandes, impulsionada principalmente pelas linhas Rampage e 1500.

Segundo semestre terá novos concorrentes

A disputa deverá aumentar durante a segunda metade de 2026. A BYD ampliará sua produção em Camaçari, enquanto GAC, Geely, GWM e Omoda Jaecoo preparam novos produtos e expansão de suas redes.

Entre as fabricantes tradicionais, Jeep Avenger e Renault Boreal serão algumas das principais estreias. Outras marcas também deverão acelerar projetos de eletrificação e revisar preços, equipamentos e posicionamento de seus automóveis.

Em um mercado com crescimento moderado, as empresas que mais avançaram foram justamente aquelas que chegaram com novos produtos, tecnologias eletrificadas e preços competitivos. A reação das fabricantes tradicionais será determinante para o equilíbrio do ranking nos próximos anos.

Marcas mais vendidas no primeiro semestre de 2026 no Brasil

1º) Fiat — 270.941
2º) Volkswagen — 224.923
3º) Chevrolet — 140.706
4º) BYD — 99.028
5º) Hyundai — 96.723
6º) Toyota — 79.969
7º) Renault — 63.873
8º) Jeep — 56.418
9º) Honda — 53.540
10º) Caoa Chery — 37.013
11º) Nissan — 36.875
12º) GWM — 35.218
13º) Ford — 27.224
14º) Geely — 18.144
15º) Citroën — 17.501
16º) Omoda Jaecoo — 16.805
17º) Ram — 14.766
18º) Mitsubishi — 9.933
19º) Peugeot — 8.756
20º) BMW — 7.252
21º) GAC — 4.948

 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário