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Lula defende que indicação para ministro do STF seja feita por um conselho e não só pelo presidente

Em entrevista, presidente também defendeu Lulinha e o chefe de gabinete Marcola investigados por suposto tráfico de influência e corrupção

Por Da Redação
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Lula defende que indicação para ministro do STF seja feita por um conselho e não só pelo presidente

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste último domingo (27), a forma de indicar ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF). O petista defendeu que precisa ocorrer uma mudança e não depender apenas da indicação presidencial; ele sugere que seja formado um conselho para avaliar as indicações.

"Eu quero mudar o critério de escolha porque o critério de escolha é muito vulnerável. Acho que nós temos que criar um critério para envolver a sociedade civil para indicar alguém que não seja da vontade do presidente. Tem que ser alguém que passe por um crivo de um colegiado, que vai ter que pensar como criar, para que aquela pessoa não seja só um cara indicado pelo presidente", afirmou.

A fala foi feita durante entrevista à TV Bandeirantes, gravada no Palácio da Alvorada. 

Lula também argumentou que os critérios para indicação deveriam analisar "com muito mais cuidado a biografia das pessoas que vão assumir a Suprema Corte", para garantir coerência e responsabilidade durante sua atuação.  

"Um ministro não pode querer ficar rico, é incompatível a função de quem recebe R$ 43 mil e ficar rico, não é compatível. Da mesma forma que o deputado. Nenhum salário de deputado, de governador, de presidente pode deixar alguém rico", afirmou.

Lulinha e Marcola 

Ainda em entrevista, Lula disse acreditar na inocência de seu filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, investigado por suposta relação com a lobbysta Roberta Luchsinger. O presidente também defendeu seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Lulinha é investigada por suspeita de ter favorecido o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações com o Ministério da Saúde.

Já Marcola teria recebido a minuta do contrato de venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. 

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