Lula chama Trump de "meu amigo" e diz que enviará dados sobre desmatamento ao presidente dos EUA
Presidente afirmou que informações repassadas ao governo americano sobre a Amazônia não correspondem à realidade

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (8) a tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que pretende enviar ao presidente americano, Donald Trump, dados atualizados sobre a redução do desmatamento na Amazônia.
Durante evento pelos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra (SP), Lula questionou uma das justificativas apresentadas pelo governo americano para a cobrança. Segundo ele, os Estados Unidos teriam recebido informações incorretas sobre a preservação da floresta.
“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump”, afirmou Lula. “Para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, acrescentou.
Ao comentar os resultados, o presidente também citou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que participava do encontro.
“Marina, você pode ficar orgulhosa, porque nós anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016. Foi uma coisa fantástica. E eu fiz questão de tirar fotografia dos números”, disse.
Segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 2.874,38 km² sob alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026.
O número representa uma redução de 36% em comparação com o período anterior e é o menor resultado da série histórica do Deter, iniciada em 2016.


