Líderes de direita a esquerda na América Latina parabenizam Lula; Milei silencia

Grupo que engloba dirigentes de direita e esquerda, mas exclui nomes como Javier Milei, da Argentina, e Abelardo de la Espriella, da Colômbia

Por Da Redação
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Líderes de direita a esquerda na América Latina parabenizam Lula; Milei silencia

Foto: Reprodução

Até o final da noite deste domingo (25) os líderes de Bolívia, México, Uruguai, Paraguai, Chile e Cuba haviam parabenizado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais – um grupo que engloba dirigentes de direita e esquerda, mas exclui nomes como Javier Milei (Argentina) e Abelardo de la Espriella (Colômbia).

"Parabenizo o presidente Lula pela sua vitória. A Bolívia e o Brasil são países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Continuaremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", afirmou em sua conta no X o presidente de direita Rodrigo Paz.

No mesmo campo político do boliviano, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse, na mesma rede social: "Parabéns, Lula, pela sua eleição como presidente do Brasil. Saúdo o povo brasileiro por esta grande jornada democrática. O Paraguai e o Brasil compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento. Continuaremos trabalhando juntos pelo bem-estar do nosso povo".

O presidente do Chile, José Antonio Kast, disse ter ligado para o petista para parabenizá-lo. "O Chile e o Brasil têm um grande futuro em comum, e continuaremos trabalhando em uma agenda que fortaleça as relações entre nossos países, com foco na integração econômica e no combate ao crime organizado na região", escreveu, também no X.

Paz, Peña e Kast são três políticos que, embora alinhados ao que vem sendo chamado de "onda azul" na região, mantém uma boa relação com o petista.

Paz visitou o Brasil em março, quatro meses após sua posse, e recebeu apoio do governo Lula durante a crise econômica e política vivida no país em maio deste ano.

O segundo, cuja gestão entrou em atrito com a do Brasil após uma fala do petista sobre a Guerra do Paraguai em julho, tentou não estender a tensão. "O que menos queremos é que eles pensem que pretendemos interferir nas eleições", afirmou o vice-presidente Pedro Alliana na ocasião.

O terceiro teve dois encontros com Lula até agora em cúpulas de órgãos multilateriais. Após um deles, o chileno afirmou a jornalistas que "cada um busca o melhor para seus compatriotas, além de qualquer diferença ideológica".

Trata-se de um postura diferente da que vem adotando nomes como Milei, presidente da Argentina. O ultraliberal, que tem um histórico de ofensas a Lula, chamou o presidente brasileiro de "lixo socialista" no lançamento da candidatura do senador em São Paulo, no final de julho -uma crise que semanas depois desembocou no inédito rebaixamento das relações entre os dois países.

Até a publicação deste texto, o presidente argentino apenas compartilhou publicações que colocam em xeque o processo eleitoral brasileiro. Em uma delas, compara Lula a Nicolás Maduro, ditador da venezuela de 2013 a 2026.

A postagem, de um perfil chamado "El Trumpista", faz um julgamento da confusão que se deu no país após serem regristradas restrições ao transporte e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin prorrogar o horário de votação até as 19h.

"Paralisa a contagem de votos, manda prender o secretário de Transportes da Bahia por não permitir sua fraude, pede ao juiz do Supremo (que é seu amigo) que estenda o horário de votação, já sabe os resultados da eleição, mas não os divulga, enquanto a votação continua", afirma a publicação, acompanhada de uma sequência de fotos na qual Lula se transforma em Maduro.

Outro perfil, do veículo La Derecha Diario, também compartilhado pelo ultraliberal, afirma: "Lula quer roubar as eleições". "Em pleno segundo turno e a pedido do PT de Lula, o horário de votação foi estendido até as 19h em todo o país, apesar de a apuração já ter começado", continua o post.
 

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